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MADRID 26 set. (EUROPA PRESS) -
O primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, confirmou nesta sexta-feira um acordo dentro do governo para declarar o movimento antifascista Antifa e qualquer outro grupo relacionado como uma organização terrorista, em linha com a medida adotada anteriormente pela administração de Donald Trump nos Estados Unidos.
Orbán explicou em uma entrevista de rádio que o governo já está trabalhando na elaboração de uma lista das organizações que serão proibidas e contra as quais ele prometeu ser enérgico. Nesse sentido, ele pediu que se trabalhe para garantir que a Hungria continue sendo "uma ilha de segurança" na Europa.
O primeiro-ministro húngaro já havia anunciado que seu governo tomaria a medida, embora tenha se distanciado de outro pedido de seu aliado Trump, que pediu abertamente aos países europeus que parassem de comprar gás e petróleo da Rússia em retaliação à invasão da Ucrânia.
"Os Estados Unidos têm seus argumentos e seus interesses, a Hungria também tem os seus", disse Orbán, observando que entre "amigos" é bom "ouvir uns aos outros" e tomar decisões de forma independente, de acordo com declarações divulgadas pelo governo.
As autoridades húngaras, que apelaram para a situação geográfica para justificar o fato de não terem terminado de romper os laços com Moscou, estimam que um corte abrupto nos suprimentos significaria uma contração de 4% no PIB e significaria, de acordo com Orbán, "ruína econômica" para centenas de milhares de famílias. "Seria uma catástrofe", disse ele.
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