Publicado 26/09/2025 07:04

Hungria declara movimento antifascista como organização terrorista após ação dos EUA

Archivo - Arquivo - 26 de junho de 2025, Bruxelas, Bélgica: O primeiro-ministro húngaro Viktor Orban chega para ser fotografado nas chegadas antes de uma cúpula do Conselho Europeu (26-27/06), em Bruxelas, quinta-feira, 26 de junho de 2025.
Europa Press/Contacto/Nicolas Maeterlinck

MADRID 26 set. (EUROPA PRESS) -

O primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, confirmou nesta sexta-feira um acordo dentro do governo para declarar o movimento antifascista Antifa e qualquer outro grupo relacionado como uma organização terrorista, em linha com a medida adotada anteriormente pela administração de Donald Trump nos Estados Unidos.

Orbán explicou em uma entrevista de rádio que o governo já está trabalhando na elaboração de uma lista das organizações que serão proibidas e contra as quais ele prometeu ser enérgico. Nesse sentido, ele pediu que se trabalhe para garantir que a Hungria continue sendo "uma ilha de segurança" na Europa.

O primeiro-ministro húngaro já havia anunciado que seu governo tomaria a medida, embora tenha se distanciado de outro pedido de seu aliado Trump, que pediu abertamente aos países europeus que parassem de comprar gás e petróleo da Rússia em retaliação à invasão da Ucrânia.

"Os Estados Unidos têm seus argumentos e seus interesses, a Hungria também tem os seus", disse Orbán, observando que entre "amigos" é bom "ouvir uns aos outros" e tomar decisões de forma independente, de acordo com declarações divulgadas pelo governo.

As autoridades húngaras, que apelaram para a situação geográfica para justificar o fato de não terem terminado de romper os laços com Moscou, estimam que um corte abrupto nos suprimentos significaria uma contração de 4% no PIB e significaria, de acordo com Orbán, "ruína econômica" para centenas de milhares de famílias. "Seria uma catástrofe", disse ele.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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