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MADRID 27 jan. (EUROPA PRESS) - A Hungria convocou o embaixador ucraniano em Budapeste, em meio a uma troca de acusações entre o governo de Viktor Orbán, que insiste que as autoridades ucranianas estão interferindo nas eleições legislativas de abril próximo, e o executivo de Volodimir Zelenski, que reiterou os ataques contra Orbán por sua proximidade com a Rússia.
“Não permitiremos que ninguém coloque em risco a soberania e a integridade de nossas eleições. Ordenei ao ministro das Relações Exteriores, Péter Szijjarto, que convoque o embaixador ucraniano na Hungria para uma reunião no Ministério”, indicou em uma mensagem nas redes sociais.
Em um vídeo que acompanha a mensagem, o primeiro-ministro magiar acusa Zelenski de lançar “mensagens ameaçadoras e insultos” ao Executivo húngaro, no que considera “parte de uma série coordenada de ações” para “interferir” nas eleições húngaras.
Budapeste redobrou recentemente os ataques contra as autoridades ucranianas, alegando que estas estão a interferir nas eleições legislativas de abril para conseguir uma mudança no Executivo que desbloqueie a sua adesão à União Europeia.
O Executivo de Orbán acusa Kiev de tomar partido pela candidatura do Partido Respeito e Liberdade (TISZA), do opositor conservador Péter Magyar, cuja irrupção ameaça destituir do poder o Fidesz, formação hegemônica na Hungria liderada por Orbán, primeiro-ministro desde 2010.
Nos últimos dias, os dois países protagonizaram uma intensa troca de acusações, na qual ambas as partes se reprovaram mutuamente por suas posições, com Budapeste acusando as autoridades ucranianas de interferência eleitoral e Kiev denunciando que o governo de Orbán usa a minoria húngara da Ucrânia como refém.
O conflito começou após declarações de Orbán, que afirmou que “nenhum Parlamento húngaro nos próximos cem anos apoiará a adesão da Ucrânia à UE”, às quais o ministro das Relações Exteriores ucraniano, Andri Sibiga, respondeu criticando sua proximidade com o presidente russo, Vladimir Putin. “Seu chefe em Moscou não durará 100 anos, mesmo que vocês estivessem dispostos a doar todos os seus órgãos. Um dia, a Ucrânia se unirá à UE”, afirmou.
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