Publicado 06/08/2025 15:42

A Hungria condena a Ucrânia por não investigar a morte de um cidadão húngaro e lamenta o "silêncio" da UE.

23 de julho de 2025, Nova York, Nova York, Estados Unidos: Peter Szijjarto, Ministro das Relações Exteriores e do Comércio da Hungria, reúne-se com o Secretário-Geral Antonio Guterres na sede das Nações Unidas em Nova York, em 23 de julho de 2025
Europa Press/Contacto/Lev Radin

MADRID 6 ago. (EUROPA PRESS) -

O governo húngaro garantiu que a ausência de investigações oficiais na Ucrânia após o suposto espancamento até a morte de um cidadão húngaro que ia ser recrutado é prova de que esse tipo de maus-tratos faz parte de uma política de Estado e lamentou que a Comissão Europeia permaneça "em silêncio".

Em julho, o primeiro-ministro húngaro Viktor Orbán denunciou o assassinato de um homem que supostamente se recusou a se alistar no exército, acusações que as autoridades ucranianas inicialmente negaram, atribuindo a morte desse recruta a causas naturais.

Na quarta-feira, o ministro das Relações Exteriores da Hungria, Péter Szijjártó, rebateu as críticas, ressaltando que, ao não examinar os fatos em detalhes, a Ucrânia "basicamente reconheceu que sequestros, espancamentos e até mesmo casos de pessoas espancadas até a morte são aprovados e executados pelo Estado".

"Em qualquer país civilizado, esses crimes levariam a prisões e processos judiciais. Na Ucrânia, os criminosos permanecem livres e a violência continua", lamentou o chefe da diplomacia húngara, que alertou nas redes sociais que "tais atrocidades" não têm lugar na UE.

Budapeste se opõe totalmente à adesão de Kiev à UE, e Szijjártó aproveitou o caso para censurar Bruxelas por não tomar nenhuma medida, apesar do fato de ele ser "um cidadão da UE". Nesse sentido, ele disse que o governo húngaro não recebeu nenhuma resposta à proposta de sancionar os responsáveis.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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