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MADRID 6 ago. (EUROPA PRESS) -
O governo húngaro garantiu que a ausência de investigações oficiais na Ucrânia após o suposto espancamento até a morte de um cidadão húngaro que ia ser recrutado é prova de que esse tipo de maus-tratos faz parte de uma política de Estado e lamentou que a Comissão Europeia permaneça "em silêncio".
Em julho, o primeiro-ministro húngaro Viktor Orbán denunciou o assassinato de um homem que supostamente se recusou a se alistar no exército, acusações que as autoridades ucranianas inicialmente negaram, atribuindo a morte desse recruta a causas naturais.
Na quarta-feira, o ministro das Relações Exteriores da Hungria, Péter Szijjártó, rebateu as críticas, ressaltando que, ao não examinar os fatos em detalhes, a Ucrânia "basicamente reconheceu que sequestros, espancamentos e até mesmo casos de pessoas espancadas até a morte são aprovados e executados pelo Estado".
"Em qualquer país civilizado, esses crimes levariam a prisões e processos judiciais. Na Ucrânia, os criminosos permanecem livres e a violência continua", lamentou o chefe da diplomacia húngara, que alertou nas redes sociais que "tais atrocidades" não têm lugar na UE.
Budapeste se opõe totalmente à adesão de Kiev à UE, e Szijjártó aproveitou o caso para censurar Bruxelas por não tomar nenhuma medida, apesar do fato de ele ser "um cidadão da UE". Nesse sentido, ele disse que o governo húngaro não recebeu nenhuma resposta à proposta de sancionar os responsáveis.
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