MADRID 24 set. (EUROPA PRESS) -
O governo húngaro reagiu nesta quarta-feira às mensagens do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para que os países europeus deixem de importar gás e petróleo da Rússia e argumentou que a "situação geográfica" condiciona suas decisões nesta matéria.
"Apoiamos os esforços do presidente dos EUA para a paz em tudo", mas "não podemos mudar a realidade de nossa situação geográfica", disse o ministro das Relações Exteriores da Hungria, Peter Szijjarto, em um post na rede social Facebook.
Trump, que intensificou suas mensagens sobre esse assunto, reprovou os países europeus durante seu discurso na Assembleia Geral da ONU na terça-feira por continuarem a depender dos suprimentos russos e pediu uma cessação "imediata". "Caso contrário, todos nós estaremos perdendo nosso tempo", lamentou, na presença dos presidentes do Conselho e da Comissão Europeia, António Costa e Ursula von der Leyen, respectivamente.
Essa questão também foi abordada em uma reunião bilateral entre Trump e Von der Leyen, quando este último declarou. "Concordamos com a necessidade de reduzir as receitas de combustíveis fósseis da Rússia e de fazê-lo rapidamente", disse ela em X.
A chefe do executivo da UE ressaltou que é exatamente isso que a UE está buscando com seu décimo nono pacote de sanções, com o objetivo de que até 2027 a Europa tenha terminado de "virar a página" da energia russa.
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