Publicado 02/04/2025 00:46

A HRW vê o convite de Orbán a Netanyahu como "uma afronta às vítimas dos crimes mais graves".

ONG pede que a Hungria "prenda Netanyahu se ele colocar os pés no país".

Archivo - JERUSALÉM, 19 de julho de 2018 O primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu (dir.) cumprimenta o primeiro-ministro húngaro Viktor Orban durante uma coletiva de imprensa conjunta em Jerusalém, em 19 de julho de 2018. Viktor Orban, conhecido
Europa Press/Contacto/Marc Israel .Sellem/Jinipix

MADRID, 2 abr. (EUROPA PRESS) -

A ONG Human Rights Watch (HRW) denunciou nesta terça-feira o convite do primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, a seu homólogo israelense, Benjamin Netanyahu, que planeja viajar ao país centro-europeu na quarta-feira, 2 de abril, como uma "afronta às vítimas dos crimes mais graves" e "seu último ataque ao Estado de Direito" na Hungria, já que o líder israelense está sob um mandado de prisão internacional por crimes de guerra e crimes contra a humanidade em sua ofensiva contra a Faixa de Gaza.

"O convite de Orbán a Netanyahu é uma afronta às vítimas de crimes graves. A Hungria deve cumprir suas obrigações legais como parte do Tribunal Penal Internacional (TPI) e prender Netanyahu se ele colocar os pés no país", disse a diretora de Justiça Internacional da HRW, Liz Evenson.

A organização lembrou Budapeste de sua obrigação de negar a entrada ou, na falta disso, se ele colocar os pés em seu território, prender o líder israelense que tem um mandado de prisão por crimes cometidos no enclave palestino desde "pelo menos" 8 de outubro de 2023, um dia após os ataques do Movimento de Resistência Islâmica (Hamas).

"Permitir a visita de Netanyahu, violando as obrigações da Hungria com o TPI, seria o mais recente ataque de Orbán ao Estado de Direito, somando-se ao histórico abismal de direitos do país", disse Evenson.

Ele pediu a "todos" os estados membros do tribunal que "deixem claro que esperam que a Hungria cumpra suas obrigações com o TPI e que farão o mesmo", incluindo a cooperação para garantir a prisão e a entrega de qualquer suspeito que entre em seu território.

A ONG lamentou que "autoridades da (...) França, Polônia, Itália, Romênia e Alemanha" tenham expressado publicamente que não cumprirão suas obrigações com o tribunal ou tenham se recusado a se comprometer a executar o mandado e prender Netanyahu, que é acusado, juntamente com seu ex-ministro da defesa Yoav Gallant, de "matar civis de fome, dirigir intencionalmente ataques contra uma população civil, assassinato e perseguição", entre outros crimes documentados.

O governo húngaro confirmou na segunda-feira que a visita de Netanyahu será estendida até domingo, 6 de abril, apesar da ordem emitida pelo TPI, embora Budapeste, como signatária do Estatuto de Roma, seja obrigada a cumprir todas as ordens emanadas de Haia. Entre as questões a serem discutidas estará a possível transferência da embaixada húngara de Tel Aviv para Jerusalém, o que seria mais uma ruptura com a doutrina da UE por parte das autoridades húngaras.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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