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MADRID 12 jun. (EUROPA PRESS) -
A Human Rights Watch (HRW) reconheceu nesta quarta-feira a "crucial pressão adicional" sobre Israel pelas sanções impostas a dois de seus ministros pelo Reino Unido, Canadá, Nova Zelândia, Noruega e Austrália, mas pediu ao país oceânico que tome mais medidas para deter "as atrocidades israelenses contra os palestinos".
A diretora da HRW na Austrália, Daniela Gavhson, pediu a Camberra que sancionasse mais políticos israelenses, a primeira vez que o fez, e que proibisse o comércio com seus assentamentos ilegais na Cisjordânia, de acordo com a declaração da própria ONG.
Além disso, a organização pediu que o governo australiano apoiasse publicamente o Tribunal Penal Internacional (TPI) e se comprometesse a cumprir todas as ordens pendentes, depois que a Austrália não se juntou ao "apoio inabalável" que 79 outros países expressaram em resposta às sanções do presidente dos EUA, Donald Trump, ao tribunal.
"Em um momento em que autoridades e forças militares estão minando o direito internacional, o governo australiano deve usar sua influência para evitar mais atrocidades em massa e responsabilizar os responsáveis", sugere a nota.
Os governos do Reino Unido, Austrália, Canadá, Nova Zelândia e Noruega anunciaram na terça-feira sanções e restrições de viagem contra o ministro da Segurança, Itamar Ben Gvir, e o ministro das Finanças, Bezalel Smotrich, que terão seus bens congelados nesses países e serão impedidos de acessá-los.
Tanto Smotrich quanto Ben Gvir pertencem a partidos de extrema direita que são cruciais para a viabilidade do governo de coalizão liderado pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, que está em um ponto de inflexão. O objetivo da medida é aumentar a pressão sobre o líder enquanto a ofensiva em Gaza continua.
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