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MADRID 23 jul. (EUROPA PRESS) -
A Human Rights Watch (HRW) pediu nesta terça-feira aos membros das Nações Unidas que "acabem com a impunidade dos crimes de Israel contra os palestinos", instando-os a "comprometer-se publicamente com ações concretas" na conferência da ONU sobre a Palestina, a ser realizada nos dias 28 e 29 de julho.
"É essencial que os governos abordem os graves abusos de Israel comprometendo-se com medidas concretas e com prazo determinado, incluindo sanções direcionadas, embargos de armas, a suspensão de acordos comerciais preferenciais e um compromisso claro de apoiar a execução de todos os mandados de prisão do Tribunal Penal Internacional", disse o diretor de defesa da Human Rights Watch, Bruno Stagno, que disse que "mais clichês sobre a solução de dois Estados e o processo de paz não contribuirão para os objetivos da conferência ou para parar o extermínio de palestinos em Gaza".
A organização pediu aos governos membros da ONU que tomem medidas como a "suspensão da assistência militar e da venda de armas a Israel", a imposição de "sanções direcionadas (...) contra autoridades israelenses e outras pessoas com credibilidade implicadas em violações graves em andamento" ou a suspensão de "acordos políticos, econômicos e comerciais com Israel".
Além disso, também pediu que eles "pressionem o governo israelense a reconhecer o direito dos palestinos, incluindo os refugiados, de voltarem para suas casas" e "abordem as causas básicas, incluindo o reconhecimento dos crimes de apartheid e perseguição cometidos pelas autoridades israelenses contra os palestinos".
Ao mesmo tempo, a HRW pediu que esses países apoiassem a UNRWA e expressassem publicamente seu apoio ao Tribunal Penal Internacional.
"Essa conferência deve demonstrar que os governos finalmente decidiram levar a sério os direitos humanos e a lei internacional no que diz respeito a Israel e à Palestina", disse Stagno. "Sem uma ação clara dos governos, as autoridades israelenses continuarão a exterminar e expulsar os palestinos", acrescentou.
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