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MADRID 14 jun. (EUROPA PRESS) -
A Human Rights Watch (HRW), organização especializada no acompanhamento da situação dos direitos humanos no mundo, denunciou neste domingo que as autoridades do Catar ordenaram, desde março passado, a expulsão de pelo menos quatro líderes proeminentes da minoria religiosa bahá'í, que não têm possibilidade de recorrer dessas decisões.
A comunidade bahá'í denuncia uma campanha histórica de perseguição por parte das autoridades do Catar. Seus seguidores também são frequentemente discriminados no Egito, no Iêmen e no Irã.
Um desses casos diz respeito a um membro da Assembleia Espiritual Nacional dos Bahá'ís no Catar, um órgão eleito que se ocupa dos assuntos dessa comunidade no país. Sua esposa, também afetada por essa decisão, nasceu e foi criada no Catar, filha de pais iranianos, residente no país desde sempre e membro adjunto do conselho de administração.
A Human Rights Watch documentou “um aumento significativo da perseguição contra os bahá’ís desde o início do conflito armado entre Israel, Estados Unidos e Irã”.
“As autoridades do Catar têm buscado apoio e simpatia externos ao serem alvo de ataques iranianos, enquanto continuam sua repressão”, lamentou o vice-diretor para o Oriente Médio da Human Rights Watch, Michael Page.
“As deportações de bahá’ís pelo Catar irão desarraigar famílias e separá-las”, acrescentou.
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