Publicado 11/03/2025 22:12

Houthis decidem retomar os ataques a "qualquer navio" de Israel por causa do bloqueio de ajuda a Gaza

A Jihad Islâmica destaca esse "passo ousado" e o "compromisso inabalável" do grupo com a causa palestina

Archivo - Arquivo - Arquivado - 19 de novembro de 2023, ---: Uma foto de divulgação, disponibilizada em 21 de novembro de 2023, pelo Centro de Mídia Militar Houthi, mostra um helicóptero Houthi sobrevoando o navio de carga 'Galaxy Leader' enquanto o apree
-/dpa - Arquivo

MADRID, 12 mar. (EUROPA PRESS) -

Os rebeldes houthis do Iêmen decidiram nesta terça-feira retomar os ataques contra qualquer navio israelense que tente cruzar o Mar Vermelho, o Mar da Arábia, o Estreito de Bab el Mandeb e o Golfo de Áden, até que as autoridades israelenses levantem o bloqueio de ajuda humanitária à Faixa de Gaza, anunciado há mais de uma semana como medida de pressão sobre o Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) antes das negociações para uma segunda fase do cessar-fogo.

O anúncio foi feito pelo porta-voz militar dos houthis, Yahya Sari, que confirmou que "a proibição da passagem de todos os navios israelenses" nessa área entrou em vigor imediatamente após sua divulgação, como indicou por meio de seu canal no Telegram.

Portanto, disse ele, "qualquer navio israelense que tentar violar essa proibição será alvo na área declarada de operações", que "continuará até que" o governo israelense permita a entrada de "alimentos e suprimentos médicos".

A decisão dos houthis ocorre depois que um prazo de quatro dias expirou na terça-feira para que as autoridades israelenses reabrissem as passagens para o enclave palestino para ajuda humanitária.

Eles tomaram essa medida, explicou Sari, diante da "incapacidade dos mediadores de conseguir isso" e "em apoio e vitória do povo palestino oprimido e de seus" combatentes.

A JIHAD ISLÂMICA SAÚDA A "POSTURA CORAJOSA" DOS HOUTHIS.

Na verdade, a Jihad Islâmica já saudou a "postura corajosa" da insurgência iemenita, observando que ela deu "um passo ousado com o objetivo de pressionar a entidade (Israel) e seus patrocinadores".

O movimento palestino considera que a decisão dos houthis "reflete (sua) autenticidade (...) e demonstra seu compromisso inabalável de apoiar o povo palestino", relata o diário palestino 'Filastin'.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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