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MADRID 14 jun. (EUROPA PRESS) -
O inspetor-geral da Polícia do Haiti e chefe de gabinete do Ministério da Defesa, James Boyard, foi sequestrado esta semana por homens armados, em mais um episódio da longa crise de violência e insegurança que assola o país, especialmente desde o assassinato do ex-presidente Jovenel Moise em 2021 e a ofensiva desencadeada em seguida por gangues criminosas, especialmente na capital, Porto Príncipe.
Fontes do Ministério, sob condição de anonimato, confirmaram o incidente, ocorrido na última quinta-feira, tanto ao “New York Times” quanto ao jornal local “Le Facteur”. Boyard foi capturado na estrada Bourdon/Lalue, em Porto Príncipe, junto com sua esposa e sua filha, de seis anos de idade e cidadã americana, por um grupo criminoso que já teria exigido um resgate pela família.
Fontes da Polícia haitiana citadas pelo “NYT” suspeitam que por trás do sequestro esteja a gangue de Ti Bwa, liderada por Christ-Roi Chéry, conhecido como “Chrisla”, que está sob sanções da União Europeia, assim como tantos outros grupos criminosos do país. Os esforços internacionais para conter a violência têm sido infrutíferos e as gangues continuam agindo à vontade, como demonstra especialmente o fato de que a estrada de Bourdon, onde Boyard e sua família foram sequestrados, era designada como zona de alta segurança.
A situação continua crítica: segundo dados publicados pelas Nações Unidas no início deste mês, no que vai do ano, a violência relacionada às gangues já causou pelo menos 2.310 mortes, 1.106 feridos e 99 sequestros. Da mesma forma, isso provocou níveis recordes de deslocamento: quase um milhão e meio de pessoas tiveram que fugir de suas casas.
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