Rachel Bomeyer/dpa - Arquivo
Entre os alvos considerados pelo detido estavam o Louvre e membros da comunidade judaica, segundo o "Le Monde"
MADRID, 12 maio (EUROPA PRESS) -
As forças de segurança da França prenderam um homem de nacionalidade tunisiana suspeito de planejar um atentado “de inspiração jihadista” no país, planos nos quais figurariam como alvos o museu do Louvre e membros da comunidade judaica da capital, Paris.
Fontes do Ministério Público Nacional Antiterrorista (PNAT) da França indicaram em declarações concedidas à Europa Press que o homem, de 27 anos, foi detido no dia 7 de maio “no âmbito de uma investigação preliminar” iniciada um dia antes sob a acusação de “associação terrorista com o objetivo de cometer crimes contra pessoas”.
Assim, destacaram que o detido, cuja identidade não foi divulgada, “é suspeito de planejar um projeto de ação violenta de inspiração jihadista”, antes de acrescentar que o homem “considerava a possibilidade de se juntar à organização terrorista Estado Islâmico na Síria ou em Moçambique”.
“Ao término de sua detenção policial, em 11 de maio de 2025, a PNAT solicitou a abertura de uma investigação judicial por associação criminosa terrorista com o objetivo de cometer crimes contra pessoas, bem como sua prisão preventiva”, ressaltaram.
Nesse sentido, fontes judiciais francesas confirmaram à Europa Press que o homem já foi indiciado e se encontra em prisão preventiva, “em consonância com os pedidos formulados pela PNAT”.
De acordo com informações coletadas pelos jornais 'Le Monde' e 'Le Parisien', o detido teria informado aos investigadores que entre os alvos que contemplavam estava o referido museu, o mais visitado do mundo, e membros da comunidade judaica de Paris.
O jornal “Le Monde” destacou que o caso decorre de uma abordagem policial em Paris no dia 28 de abril, quando o suspeito, nascido em Yerba e chegado à França em 2022 vindo da ilha italiana de Lampedusa, foi detido por dirigir com uma carteira de motorista falsa.
Posteriormente, a análise de seu celular permitiu encontrar vídeos com propaganda jihadista, bem como fotografias de armas de fogo e armas brancas. Além disso, o homem usava como foto de perfil nas redes sociais a imagem de um membro do Estado Islâmico responsável por execuções.
O referido jornal afirmou ainda, citando fontes a par da investigação, que o homem fez perguntas ao ChatGPT sobre a fabricação de bombas ou danos causados por explosivos, embora as autoridades francesas não tenham se pronunciado oficialmente sobre todos esses detalhes encontrados no âmbito das investigações.
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