Gregor Fischer/dpa - Arquivo
MADRID 18 mar. (EUROPA PRESS) -
As autoridades do Irã executaram nesta quarta-feira um homem condenado à morte sob a acusação de espionagem a favor de Israel, ao qual, segundo a República Islâmica, ele teria fornecido “informações sobre áreas sensíveis” do país da Ásia Central.
Trata-se de Kurosh Keivani, um homem preso pela Guarda Revolucionária no condado de Savjbolagh, próximo à capital iraniana, Teerã, em 16 de junho de 2025, em meio à ofensiva lançada na época por Israel e apoiada pelos Estados Unidos. Na ocasião, foram apreendidos 30.000 euros em dinheiro, uma caminhonete, uma motocicleta e diversos dispositivos e equipamentos de espionagem, inteligência e comunicações via satélite, segundo a agência semioficial iraniana Tasnim, próxima à Guarda Revolucionária.
Keivani teria sido identificado pelo serviço de inteligência externa israelense, o Mossad, pela internet e, estabelecendo uma suposta “comunicação íntima”, teria obtido informações pessoais como seus interesses, laços familiares, situação econômica e problemas financeiros, indicou a Tasnim citando o processo, que aponta para uma série de pagamentos periódicos a partir de um suposto encontro pessoal.
Esse encontro teria marcado o início de dois anos de treinamento por agentes do Mossad em seis países europeus e em Israel, para onde, segundo a versão oficial, ele chegou “com passaporte e documentos de identidade israelenses”.
Após sua suposta preparação, Keivani entrou no Irã, onde teria realizado uma série de missões, como a entrega de dinheiro a agentes da Mossad, o mapeamento de zonas do país descritas por Teerã como sensíveis e a instalação de dispositivos eletrônicos em locais especificados pela agência israelense.
Sobre essas supostas atividades, as autoridades iranianas afirmam ter obtido arquivos, vídeos e e-mails, segundo informações da Tasnim. A agência também relata a descoberta de dispositivos para interferir em sistemas de lançamento de mísseis e radares de defesa ou para orientar e reforçar a orientação de drones israelenses, ferramentas que estariam na posse do condenado quando o Irã estava, como atualmente, imerso em uma ofensiva liderada por Israel e pelos Estados Unidos.
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