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MADRID 26 maio (EUROPA PRESS) -
As autoridades do Irã executaram nesta terça-feira um homem condenado por realizar atividades de espionagem em favor de Israel, em meio ao aumento das execuções por essas acusações, na sequência da última ofensiva lançada em fevereiro pelos Estados Unidos e Israel contra o país asiático.
O homem, identificado como Golamreza Jani-Shokrab, foi condenado por “colaborar em matéria de inteligência e espionagem com o regime sionista” e foi executado após a sentença ter sido ratificada pela Suprema Corte do Irã, segundo informou a agência de notícias iraniana Mehr.
Assim, as autoridades iranianas sustentaram durante o processo que o homem recebeu ordens da Mossad e “tentou recrutar e apresentar indivíduos” aos serviços de inteligência israelenses como “líder da rede”, chegando a “atribuir missões” às pessoas que recrutou.
O Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Turk, denunciou na semana passada a execução de cerca de 35 pessoas no Irã desde o início da referida ofensiva militar e classificou como “inaceitável” que “as autoridades iranianas instrumentalizem o conflito para continuar reprimindo a dissidência”.
O chefe do sistema judiciário iraniano, Golamhosein Mohseni Ejei, destacou em várias ocasiões que “aqueles que cooperaram com o inimigo devem enfrentar medidas decisivas”, em linha com seus apelos para acelerar os processos abertos contra esses suspeitos após a referida ofensiva, lançada de surpresa em meio às negociações entre Teerã e Washington para alcançar um novo acordo nuclear.
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