MADRID 3 jun. (EUROPA PRESS) -
As autoridades do Irã executaram nesta quarta-feira um homem condenado por esfaquear até a morte um agente das forças de segurança durante os protestos antigovernamentais ocorridos entre o final de dezembro e o início de fevereiro.
De acordo com informações coletadas pela emissora de televisão pública iraniana, IRIB, o executado foi condenado por matar, em janeiro, o major Mohamad Yavad Bajshian na cidade de Hamedan, sem que, até o momento, tenham sido divulgados mais detalhes sobre o caso.
O Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Turk, denunciou em 22 de maio a execução de cerca de 35 pessoas no Irã desde o início da ofensiva militar lançada em 28 de fevereiro pelos Estados Unidos e Israel e classificou como “inaceitável” que “as autoridades iranianas instrumentalizem o conflito para continuar reprimindo a dissidência”.
As autoridades iranianas confirmaram mais de 3.100 mortos nos protestos — entre eles 600 “terroristas” e mais de 2.400 civis e agentes das forças de segurança — e responsabilizaram forças externas por alimentar a violência nas manifestações com o objetivo de justificar uma possível intervenção dos Estados Unidos.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reconheceu em 5 de abril que seu governo enviou armas aos manifestantes durante os protestos na esperança de fomentar uma revolta contra as autoridades, o que levou Teerã a ressaltar que essas palavras representam um aval à versão oficial sobre o envolvimento de pessoas armadas nas mobilizações.
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