Publicado 22/05/2026 10:56

A Holanda dá início ao processo para proibir o comércio de produtos provenientes de assentamentos israelenses

NABLUS, 4 de maio de 2026  -- Um soldado israelense é visto durante confrontos com manifestantes palestinos após uma operação militar israelense na cidade de Nablus, na Cisjordânia, em 3 de maio de 2026. Naif Samaro, de 26 anos, foi morto e outras quatro
Europa Press/Contacto/Nidal Eshtayeh

MADRID 22 maio (EUROPA PRESS) -

O primeiro-ministro da Holanda, Rob Jetten, anunciou nesta sexta-feira o início dos procedimentos para suspender o comércio de produtos provenientes dos assentamentos israelenses nos territórios palestinos ocupados e nos Altos do Golã sírios, com aprovação inicial do Conselho de Ministros e por um período preliminar de três anos.

Com essa decisão, o governo holandês pretende “evitar que a sociedade holandesa contribua, por meio de nossas atividades econômicas, para uma ocupação ilegal e para a manutenção de assentamentos ilegais”, declarou o primeiro-ministro holandês em sua coletiva de imprensa posterior, transmitida pela emissora estatal NOS.

Ao mesmo tempo, em uma carta dirigida à Câmara dos Deputados, os ministros das Relações Exteriores e do Comércio, Tom Berendsen e Sjoerd Sjoerdsma, expressaram sua “enorme preocupação” com a situação nos territórios ocupados, onde “os assentamentos ilegais e a violência excessiva por parte dos colonos estão provocando uma deterioração contínua da situação, o que afasta cada vez mais uma solução de dois Estados”, afirmam.

A medida proíbe não apenas a importação, mas também a intermediação de mercadorias provenientes dos assentamentos, e as empresas holandesas no exterior também devem cumpri-la. Jetten pretende dar continuidade a essa política no Oriente Médio com sanções contra os colonos violentos, por um lado, e as milícias palestinas do Hamas, por outro.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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