MADRID 7 mar. (EUROPA PRESS) - A ativista hispano-venezuelana Ángela Expósito foi libertada após permanecer sete anos numa prisão na Venezuela, graças à Lei de Anistia recentemente declarada pelo país latino-americano, embora com medidas cautelares.
Tanto o Vente Venezuela, movimento da líder da oposição María Corina Machado, quanto a ONG Realidad Helicoidal confirmaram a libertação de Expósito, que estava presa desde setembro de 2018 após ser acusada de participar do que o então governo de Nicolás Maduro denunciou como uma tentativa de assassinato com drones contra o presidente venezuelano naquele ano, que deixou sete feridos.
Em agosto de 2022, ela foi condenada a 24 anos de prisão por terrorismo e associação para cometer crimes. Dois anos depois, o Tribunal de Cassação ratificou a condenação.
Vale lembrar que o presidente do Parlamento da Venezuela, Jorge Rodríguez, estimou nesta quinta-feira em mais de 7.300 o número de pessoas que obtiveram “liberdade plena” graças à referida lei de anistia, aprovada em 20 de fevereiro passado e que abre as portas para a libertação daqueles que cometeram crimes desde 1999.
“Até hoje, 7.365 pessoas que estavam privadas de liberdade ou sujeitas a algum tipo de medida substitutiva da privação de liberdade receberam a liberdade plena”, indicou ele em declarações à imprensa ao sair da Assembleia Nacional. O governo venezuelano libertou, neste ano, quatro presos nascidos na Espanha e 11 cidadãos hispano-venezolanos.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático