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MADRID 6 ago. (EUROPA PRESS) -
O Hezbollah, partido miliciano libanês, disse nesta quarta-feira que agirá como se o plano de desarmamento anunciado pelo governo libanês "não existisse" e advertiu que o pedido feito pelo primeiro-ministro Nawaf Salam ao exército para assumir o "monopólio das armas" responde "aos interesses de Israel".
Isso, advertiu ele, foi um "pecado grave" por parte das autoridades libanesas, deixando o país sem "armas suficientes para resistir ao inimigo israelense". "Essa decisão serve apenas aos interesses de Israel e deixa o Líbano exposto e incapaz de se defender", alertou o grupo em uma declaração transmitida pela estação de televisão pró-Hezbollah Al Manar.
"A decisão do governo responde às diretrizes do enviado especial dos EUA para o Oriente Médio (Steve Witkoff) e, portanto, a medida foi submetida ao Conselho de Ministros, que a aprovou", disse.
Ele acusou o governo de tomar uma medida que faz parte de uma "estratégia de derrota", que é uma "clara violação dos fundamentos da soberania libanesa". "Estamos abertos ao diálogo, para pôr fim à agressão israelense contra o Líbano, para libertar esta terra e os prisioneiros e trabalhar para reconstruir o país dessa agressão brutal", diz o texto.
"Estamos preparados para discutir essa estratégia de segurança nacional, mas não no contexto atual", disse ele, indicando que o acordo firmado com Israel deve ser "respeitado". "O governo deve dar prioridade à ideia de introduzir medidas para libertar todos os territórios libaneses da ocupação israelense", disse ele.
O anúncio de Nawaf na terça-feira foi feito horas depois que o líder do Hezbollah, Naim Qasem, pediu ao governo que tomasse medidas para garantir a proteção do país contra uma nova ofensiva israelense no contexto do debate sobre o desarmamento.
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