Marwan Naamani/dpa - Arquivo
MADRID, 20 abr. (EUROPA PRESS) -
O partido-milícia xiita Hezbollah rejeitou as "acusações falsas e inventadas" das autoridades sírias e afirmou que "não possui presença nem atividade operacional" no país, depois que Damasco anunciou no domingo o desmantelamento de uma célula supostamente ligada ao grupo.
O grupo negou “firmemente” qualquer vínculo com os detidos e destacou que o Hezbollah “tem afirmado consistentemente que não mantém qualquer presença na Síria nem participa de nenhuma atividade lá, independentemente de sua natureza”, conforme noticiado pela emissora de televisão libanesa Al Manar.
Assim, demonstrou sua “preocupação” com o que descreve como “um padrão recorrente de vincular o grupo a cada incidente de insegurança na Síria”, ao mesmo tempo em que alertou para “um esforço deliberado para distorcer a imagem da resistência e minar sua função principal”, que descreveu como “enfrentar a agressão israelense em defesa do Líbano e de seu povo”.
O Ministério do Interior sírio afirmou no domingo que havia desmantelado uma “conspiração de sabotagem orquestrada por uma célula ligada à milícia terrorista Hezbollah”. “A conspiração visava desestabilizar a região”, disse em um comunicado, antes de afirmar que os suspeitos “camuflaram um veículo civil para ocultar equipamentos usados para o lançamento de foguetes”.
As autoridades instaladas na Síria após a queda de Bashar al-Assad em dezembro de 2024, devido a uma ofensiva de jihadistas e rebeldes liderados pelo Hayat Tahrir al-Sham (HTS) — cujo líder, Ahmed al-Shara, é agora o presidente de transição —, lançaram nos últimos meses várias operações contra o Hezbollah, aliado do ex-presidente.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático