Europa Press/Contacto/Iranian Supreme Leader'S Off
MADRID 9 jun. (EUROPA PRESS) -
O grupo miliciano xiita Hezbollah exigiu nesta terça-feira que as autoridades libanesas "retifiquem" suas relações com o Irã e promovam os interesses de ambos os países, insistindo no “apoio” prestado por Teerã com suas ações militares “contundentes” em resposta aos ataques de Israel contra o sul do país.
Em um comunicado divulgado pela agência libanesa NNA, o grupo xiita insistiu que Beirute deve “aproveitar a oportunidade disponível e corrigir sua relação oficial com a República Islâmica de forma a servir aos interesses de ambos os países, e se beneficiar desse apoio iraniano para alcançar os objetivos nacionais”.
Segundo o Hezbollah, os ataques iranianos contra Israel em resposta à intensificação dos ataques contra o Líbano, apesar do cessar-fogo, “são uma mensagem de compromisso moral, político e no terreno da República Islâmica para com o Líbano”.
Em sua opinião, a intervenção em favor do Líbano “confirma que a estabilidade da região e de seus países reside em envidar todos os esforços possíveis para garantir que os acordos sejam respeitados e que o inimigo sionista, antes de mais ninguém, os cumpra”.
Assim, ele insiste que Israel, “com total apoio do governo dos Estados Unidos”, “foi longe demais” nos “crimes” contra o Líbano, em referência à nova onda de ataques contra o sul do país, que Tel Aviv justifica no âmbito de sua campanha contra o Hezbollah.
Dessa forma, defende que Teerã apoia os “direitos legítimos” libaneses e “assume seus custos materiais e políticos” para defender o Líbano. Isso, segundo o Hezbollah, “confirma mais uma vez que é o Irã quem apoia o Líbano, e não o contrário, com base em seus princípios e valores humanitários, e na profundidade da relação histórica entre os povos libanês e iraniano”.
O Hezbollah ressalta que “o Irã sempre desejou o melhor para o nosso país e contribuiu para apoiar sua resistência para libertar seu território e reconstruir o que a agressão sionista destruiu”.
Em seguida, ataca o presidente libanês, Joseph Aoun, que criticou o fato de o Irã usar a situação no Líbano como “moeda de troca” em suas negociações com os Estados Unidos, enfatizando que se trata de “acusações infundadas” contra o “papel honroso” do Irã na crise. "São totalmente rejeitadas porque contradizem a verdade e vão contra os interesses do Líbano", acrescentaram.
Desta forma, sustenta que a posição da República Islâmica "merece a gratidão de suas autoridades, não a negação nem os insultos deliberados em resposta a ditames externos".
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