Publicado 20/03/2026 13:22

O Hezbollah nega ter "presença" nos Emirados Árabes Unidos após críticas sobre uma suposta rede

Archivo - Arquivo - Um homem no Líbano com uma bandeira do Hezbollah
Marwan Naamani/dpa - Arquivo

MADRID 20 mar. (EUROPA PRESS) -

O partido-milícia xiita libanês Hezbollah negou nesta sexta-feira ter qualquer “presença” nos Emirados Árabes Unidos (EAU), após as acusações feitas contra ele sobre uma suposta rede no território, críticas que classificou como “falaciosas” e “inventadas”.

“O Hezbollah nega o conteúdo dessas acusações feitas pelas autoridades dos Emirados”, afirmou o grupo em um comunicado no qual ressaltou que “não se encontra em solo dos Emirados nem em qualquer outro país realizando atividades sob pretextos comerciais ou de outro tipo”.

Assim, afirmou que esse tipo de comentário “carece de qualquer fundamento e não tem base alguma em fatos reais. Considero que essas alegações fazem parte de repetidas tentativas de prejudicar o partido e distorcer sua imagem com fins que se tornaram claros e evidentes para todos”, destacou, segundo informou a emissora de televisão Al Manar, ligada ao grupo.

“Condenamos a postura irresponsável do Ministério das Relações Exteriores libanês, que adotou essas narrativas difundidas por países estrangeiros e emite declarações de condenação contra um componente fundamental do Líbano sem verificação ou confirmação, em vez de demonstrar um mínimo de responsabilidade, especialmente à luz da brutal agressão israelense à qual o Líbano e seu povo estão sendo submetidos”, lamentou.

Foi assim que responderam ao anúncio das autoridades dos Emirados, que horas antes afirmaram ter desmantelado “uma rede terrorista” do Hezbollah no país e ter detido vários de seus membros, que seriam pelo menos cinco.

"O Departamento de Segurança anunciou o desmantelamento de uma rede terrorista financiada e operada pelo Hezbollah e pelo Irã e a detenção de seus membros", declarou o órgão nas redes sociais em uma publicação acompanhada de uma infografia com as imagens de cinco indivíduos — editadas para cobrir seus olhos — que corresponderiam a suspeitos, embora o documento não os identifique nem especifique se a lista é exclusiva.

Segundo o órgão, a rede operava nos Emirados "sob a aparência de uma entidade comercial fictícia, com o objetivo de se infiltrar na economia nacional e implementar planos que ameaçam a estabilidade financeira" do Estado.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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