Europa Press/Contacto/Aaron Schwartz - Pool via CN
MADRID 23 jul. (EUROPA PRESS) -
O partido-milícia Hezbollah considerou um fracasso a visita que o presidente do Líbano, Joseph Aoun, realizou nesta quarta-feira ao seu homólogo norte-americano, Donald Trump, em Washington, e criticou o “grau de servilismo e submissão” que ele demonstrou, sem sequer conseguir um “mínimo” compromisso quanto à retirada de Israel dos territórios que ocupa no sul do país.
Para o Hezbollah, a visita de Aoun ao Salão Oval faz parte de uma “série contínua de concessões” que nada mais fazem do que “agravar a difícil situação do Líbano” e “minar a soberania do Estado e a dignidade da nação e do povo”.
“Isso revela o grau de servidão e submissão à tutela estrangeira, como ficou claramente demonstrado pela visita presidencial a Washington, que não conseguiu satisfazer a mínima exigência de soberania nacional”, criticou o Hezbollah nesta quinta-feira em um comunicado publicado pela mídia afim ao grupo.
Além disso, o Hezbollah destacou que, daquele encontro, Aoun saiu sem o compromisso dos Estados Unidos de pressionar pela retirada de Israel do território libanês, nem pelo fim dos “crimes de assassinato, bombardeios e destruição que esse inimigo continua cometendo” contra o povo do Líbano.
Esse encontro em Washington ocorreu no mesmo dia em que o Exército libanês denunciou que Israel havia aberto fogo durante as operações de mobilização nas zonas do sul designadas para esse fim, como parte do acordo entre os dois países, e que foi facilitado pelos Estados Unidos.
O Hezbollah mencionou esses incidentes e denunciou que as forças israelenses não apenas não se retiraram de nenhuma área ocupada, como também abriram fogo, o que “constitui um novo escândalo” e acusa o governo de Beirute de “distorcer os fatos diante da indignação dos vizinhos” ao “apresentar o ocorrido como se fosse o início da retirada do inimigo das áreas ocupadas”.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático