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MADRID 5 set. (EUROPA PRESS) -
O partido miliciano xiita Hezbollah criticou neste sábado que a libertação de cinco detidos no sul do Líbano por parte de Israel, no âmbito das negociações com Beirute, não justifica “fechar os olhos diante da contínua agressão, ocupação e assassinatos”, em uma nova declaração contrária às negociações.
“A libertação de alguns prisioneiros libaneses, por mais importante que seja, não pode servir de pretexto para fechar os olhos à contínua agressão, ocupação e assassinatos, nem como justificativa para seguir por um caminho que já demonstrou seu fracasso e incapacidade de proteger o Líbano e seu povo”, afirmou a milícia libanesa em uma mensagem divulgada pelo canal Al Manar.
Dessa forma, voltou a criticar duramente o presidente, Joseph Aoun, por sua estratégia de iniciar negociações com Tel Aviv, que mantém o sul do país ocupado, enfatizando que as autoridades são “incapazes de assumir suas responsabilidades” e “sua vergonhosa insistência em continuar com suas decisões equivocadas”.
O Hezbollah destacou que Israel está intensificando sua “agressão” contra o Líbano “em meio a um silêncio internacional absoluto” e com a “flagrante cumplicidade” de Washington. Reiterando sua tese de que a operação militar israelense visa “pressionar e chantagear as autoridades libanesas para que implementem agendas cujos objetivos são amplamente conhecidos”.
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