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MADRID, 8 abr. (EUROPA PRESS) -
O partido-milícia xiita Hezbollah afirmou nesta quarta-feira que "está à beira de uma grande vitória histórica" após o cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irã, embora tenha pedido à população libanesa que não retorne às suas casas no sul do país diante da continuação da ofensiva de Israel contra o país, onde lançou uma nova invasão no âmbito do último conflito no Oriente Médio.
“Hoje estamos à beira de uma grande vitória histórica que será alcançada graças aos sacrifícios dos mujahedin, ao sangue dos mártires e à vossa perseverança e paciência sem igual”, afirmou o grupo em uma mensagem ao “honrado” povo libanês horas após o anúncio do acordo, mediado pelo Paquistão.
“Pedimos a vocês, nestes momentos críticos, que sejam mais pacientes e perseverantes e que esperem. Não retornem às localidades, vilas e aldeias atacadas no sul, ao vale da Bekaa e aos subúrbios do sul de Beirute antes do anúncio oficial de um cessar-fogo no Líbano, uma vez que esse inimigo traidor e bárbaro, que busca escapar da imagem de sua derrota, poderia recorrer a tentativas traiçoeiras de apresentar um contexto que sugira que obteve o que não conseguiu no terreno", afirmou.
Nesse sentido, o Hezbollah destacou em seu primeiro comunicado oficial após o cessar-fogo entre Washington e Teerã que “se Deus quiser”, a população libanesa “retornará em breve às suas localidades e residências”, “com orgulho, de cabeça erguida e vitoriosa, como sempre”, segundo informou a emissora de televisão libanesa Al Manar, ligada ao grupo.
Horas antes, o Exército libanês também pediu à população que não retornasse por enquanto às suas casas nessas áreas devido ao risco de ataques israelenses, que continuaram nas últimas horas, enquanto o presidente do país, Joseph Aoun, aplaudiu o cessar-fogo e pediu “uma paz regional que inclua o Líbano”.
O Exército israelense confirmou a suspensão dos ataques contra o Irã e destacou que, por outro lado, suas tropas “mantêm os combates e as operações terrestres contra a organização terrorista Hezbollah” no Líbano, depois que o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, insistiu que o acordo de cessar-fogo não inclui o país, apesar de o Paquistão ter afirmado que sim.
As autoridades libanesas elevaram para mais de 1.500 o número de mortos pelos ataques de Israel, que também deixaram mais de um milhão de deslocados, enquanto pelo menos outras 200.000 pessoas cruzaram para a vizinha Síria desde 2 de março, de acordo com dados publicados pelo Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR).
O Exército de Israel desencadeou uma onda de bombardeios e operações terrestres contra o Líbano em resposta ao lançamento de projéteis pelo Hezbollah, em retaliação ao assassinato do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, na ofensiva lançada em 28 de fevereiro em conjunto com os Estados Unidos contra o país asiático, em pleno andamento das negociações entre Washington e Teerã para tentar chegar a um novo acordo nuclear.
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