Publicado 04/08/2026 06:13

O Hezbollah adverte o Líbano de que o diálogo com Israel coloca em risco “a soberania e a unidade da pátria”

Archivo - Arquivo - 20 de novembro de 2024, Beirute, Líbano: O secretário-geral do Hezbollah pró-iraniano, Naim Qassem, faz gestos durante um discurso televisionado em local não revelado. Qassem afirmou que o partido havia analisado e apresentado comentár
Europa Press/Contacto/Marwan Naamani - Arquivo

MADRID 4 ago. (EUROPA PRESS) -

O líder do Hezbollah, Naim Qassem, advertiu nesta terça-feira o Líbano de que o diálogo com Israel, que começa nesta terça-feira em Roma, não passa de uma nova “concessão” àqueles que bombardeiam o país e colocam em risco “a soberania e a unidade da pátria”, acusando assim o presidente, Joseph Aoun, de ser um “aliado” dos israelenses.

“Todas as negociações diretas não trouxeram ao Líbano nada além de vergonha, humilhação, decepção e concessões sucessivas. O que todas essas rodadas de negociações ofereceram ao Líbano? Apenas uma vantagem, enquanto Israel levou tudo”, denunciou ele em um discurso transmitido pela televisão, segundo a emissora Al Manar.

“A destruição sistemática de vilarejos e cidades do sul (...) não deveria ser motivo para que as autoridades políticas dissessem: ‘não queremos diálogo com a entidade israelense’?”, questionou-se Qassem, para quem “isso não é de forma alguma coerente com aqueles que desejam a soberania e a unidade da pátria”.

Qassem também enfatizou a responsabilidade dos Estados Unidos, sob cuja “supervisão e aprovação” vem sendo executada toda essa “destruição sistemática” no sul do Líbano, ao qual dirigiu palavras de apoio e reconhecimento pelos sacrifícios que realizaram para enfrentar os ataques de Israel.

“Se não fosse pela firmeza da resistência do povo no terreno, nada teria sido alcançado; o ímpeto do inimigo não teria sido contido e não teríamos nenhuma esperança de conseguir a retirada israelense em um futuro muito próximo”, avaliou o líder do Hezbollah, que também criticou a postura do presidente Aoun.

“Enfrentaremos aqueles que colaborarem com o projeto israelense e implementarem seus planos contra a resistência, seu povo e nossa pátria, da mesma forma que enfrentamos o inimigo israelense”, advertiu Qassem, que ressaltou que “o Líbano não pode ser estável enquanto seu sul sofre”.

Qassem destacou que o governo libanês “não tem mais nada a oferecer depois de ter entregue tudo de graça” e que Aoun é um “aliado de Israel” que “não agiu como árbitro”, mas sim como uma força “partidária e divisória”, o que o torna “totalmente incompatível” para exercer a presidência.

De olho no encontro que ocorrerá nos próximos dias na capital italiana, Qassem exigiu que o Líbano suspenda as concessões, dialogue com a “resistência” e se comprometa com a soberania nacional, o que passa pela retirada de Israel do sul, incluída no memorando de entendimento acordado entre os Estados Unidos e o Irã para pôr fim à guerra na região, mas que as partes se acusam mutuamente de não respeitar.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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