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MADRID 29 abr. (EUROPA PRESS) -
O secretário de Defesa, Pete Hegseth, insistiu nesta quarta-feira que os Estados Unidos buscam, por meio da guerra no Irã, que as autoridades da República Islâmica “se sentem à mesa e renunciem às armas nucleares”.
“É preciso enfrentar esse tipo de inimigo que está empenhado em obter uma arma nuclear, e levá-lo a um ponto em que se sente à mesa para renunciar a ela de uma forma que garanta que nunca a possua”, afirmou o chefe do Pentágono sobre os objetivos da operação militar lançada pelos Estados Unidos em conjunto com Israel no último dia 28 de fevereiro, durante uma audiência na Câmara dos Representantes dos Estados Unidos.
Embora Hegseth tenha defendido que as instalações nucleares foram “bombardeadas e destruídas” durante a operação militar de junho de 2025 contra o Irã, “suas ambições continuaram, e eles estão construindo um escudo convencional”.
Segundo ele alertou, Teerã está seguindo “a estratégia da Coreia do Norte”, que descreveu como o uso de mísseis convencionais para impedir ataques, enquanto avança “pouco a pouco” rumo à obtenção de uma arma nuclear.
“O presidente (Donald Trump) viu o Irã em seu momento mais fraco e tomou uma medida para garantir, de uma forma que somente os Estados Unidos poderiam fazer em conjunto com nossos parceiros israelenses, a segurança de seu escudo convencional”, afirmou o secretário de Defesa dos EUA perante os congressistas.
Essa mensagem surge no momento em que Trump exigiu que o Irã “acorde logo” para levar a bom termo um processo de negociações para um acordo que ponha fim à ofensiva lançada de surpresa em 28 de fevereiro, diante do impasse no diálogo devido às divergências entre as partes.
O processo de conversações, mediado pelo Paquistão, está paralisado há dias, pois as divergências nas posições impediram a realização de uma segunda reunião em Islamabad, enquanto o cessar-fogo decretado por Washington continua em vigor e a crise se concentra no bloqueio do Estreito de Ormuz.
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