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MADRID, 22 jul. (EUROPA PRESS) -
O governo dos Estados Unidos elevou para cerca de 37,5 bilhões de dólares (cerca de 32,875 bilhões de euros) o custo da guerra com o Irã, desencadeada pela ofensiva lançada de surpresa em 28 de fevereiro por forças americanas e israelenses contra o país da Ásia Central, em pleno andamento das negociações diplomáticas entre Washington e Teerã para tentar chegar a um novo acordo nuclear.
“As estimativas que temos até o momento são de 37,5 bilhões de dólares”, afirmou o secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, durante uma audiência perante uma comissão do Senado, na qual defendeu o pedido do presidente do país, Donald Trump, de recursos adicionais no valor de 87.600 milhões de dólares (cerca de 76.795 milhões de euros) para o Pentágono.
Assim, ele explicou que esse montante cobre a totalidade do conflito até o momento e especificou que parte do pacote também cobre algumas despesas militares e salários até 30 de setembro, sem fornecer mais detalhes, ao mesmo tempo em que ressaltou que um financiamento adicional é “urgente” e “necessário”. “Sem esses recursos, enfrentaremos carências críticas”, alertou.
Hegseth também respondeu às críticas de senadores democratas por solicitar mais recursos para enfrentar o Irã, depois que Trump afirmou repetidamente que Teerã havia sido derrotada e que quase não possui mais capacidades militares devido à ofensiva. “Reconheço que eles ainda têm capacidades, sem dúvida”, afirmou, antes de enfatizar que “a extensão dos danos infligidos durante essa série de operações os colocou na pior situação em que já estiveram”.
Os Estados Unidos vêm lançando ataques contra o Irã há vários dias, alegando violações do memorando de entendimento, algo rejeitado por Teerã, que denunciou violações do cessar-fogo e respondeu com ataques contra interesses americanos na região do Oriente Médio, o que gerou temores de um colapso nas negociações para um acordo de paz.
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