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O chefe do Pentágono diz que a mudança na "dinâmica" do país trará benefícios para os EUA em termos de "segurança e prosperidade".
MADRID, 4 jan. (EUROPA PRESS) -
O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, disse que o presidente Donald Trump decidirá "os termos" em que a governança da Venezuela será dada, após o ataque dos EUA a posições em Caracas e a captura do presidente do país, Nicolás Maduro.
"Nós definimos os termos (do governo venezuelano). O presidente Trump estabelece os termos. E, em última instância, ele decidirá como isso será implementado", disse ele em uma entrevista à CBS News.
O chefe do Pentágono não adiantou como essa governança será realizada, nem descartou uma futura presença de tropas norte-americanas em território venezuelano. O próprio Trump já disse que os Estados Unidos "assumirão o controle" da situação.
Da mesma forma, o ocupante da Casa Branca afirmou que não haverá presença militar dos EUA na Venezuela se a vice-presidente do país, Delcy Rodríguez, "fizer o que queremos".
Para Hegseth, a intervenção dos EUA "significa que as drogas deixarão de fluir" e que o "petróleo que nos foi roubado será devolvido". "Isso significa que países estrangeiros não têm lugar em nosso hemisfério. Portanto, em última análise, controlaremos o que acontecerá em seguida devido a essa decisão corajosa", acrescentou.
Ele também argumentou que o ataque à Venezuela não precisava ser aprovado pelo Congresso dos EUA, já que as forças norte-americanas estavam agindo contra uma "pessoa acusada que, em última instância, terá de enfrentar a justiça".
Uma posição já defendida pelo presidente dos EUA depois que os democratas na Câmara dos Deputados apresentaram duas resoluções sobre poderes de guerra em meados de dezembro, depois que o governo de Donald Trump declarou o governo venezuelano uma "organização terrorista".
BENEFÍCIOS PARA OS EUA
Pete Hegseth disse que a mudança na "dinâmica" da Venezuela traria benefícios para os EUA em termos de "segurança e prosperidade". "A Venezuela tem uma longa história de ser um país rico e próspero", acrescentou.
"Com essa ação ousada e corajosa do presidente Trump, ele não está descartando nada. Portanto, cabe aos venezuelanos decidir o que acontecerá a seguir, mas, em última análise, os Estados Unidos se beneficiarão em termos de segurança e prosperidade", disse o chefe do Pentágono.
O secretário de defesa disse que a decisão de Trump de intervir militarmente no território venezuelano é "exatamente o oposto" de outras ações de política externa realizadas por administrações anteriores, nas quais "dinheiro sujo de sangue foi gasto, sem receber nada em troca".
"O povo (da Venezuela) foi saqueado por uma liderança terrível. Podemos fazer as duas coisas: ajudá-los e ajudar os Estados Unidos no Hemisfério Ocidental, restabelecendo a Doutrina Monroe. A noite passada demonstrou a paz através da força com nossos aliados", disse o político norte-americano.
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