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MADRID 13 ago. (EUROPA PRESS) -
O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, afirmou que Washington não descarta a possibilidade de uma intervenção militar em Cuba, ao mesmo tempo em que afirmou que Havana “faria bem em prestar atenção” à “vontade” do chefe da Casa Branca, Donald Trump, de “fazer valer as prerrogativas estratégicas” dos Estados Unidos.
“Como já disse antes, e acredito que vocês tenham visto o que ocorreu em outros casos, todas as opções estão em aberto, inclusive as militares”, afirmou Hegseth em declarações à imprensa durante sua visita ao Panamá, país onde participou de um evento da coalizão militar liderada por Washington contra os cartéis.
Em seguida, o alto funcionário considerou que a ilha caribenha “faria bem em prestar atenção à vontade do presidente Trump de fazer valer as prerrogativas estratégicas dos Estados Unidos”. Em seguida, ele se gabou de que, em sua opinião, “ninguém se compara aos Estados Unidos”, acrescentando que “o que a influência estrangeira conseguiu alcançar neste hemisfério tem sido bastante insignificante”.
“Os russos, cubanos, iranianos e a Venezuela... A forma como esses países se aproximaram dos Estados Unidos e da Coalizão contra os Cartéis das Américas (A3C) demonstra que eles entendem onde reside o equilíbrio de poder, especialmente neste hemisfério. E isso, sem dúvida, se aplica a Cuba”, afirmou Hegseth.
Vale lembrar que, em junho passado, o próprio Trump fez referência a uma possível operação militar semelhante às realizadas na Venezuela ou no Irã em Cuba. No entanto, na ocasião, ele afirmou manter uma postura “flexível” em relação a Havana. “A diferença é que a Venezuela tem petróleo, Cuba não. Cuba tem bons imóveis e um litoral lindo”, indicou o presidente, afirmando que as autoridades cubanas estão “muito ansiosas” para dialogar com Washington.
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