Gustavo Valiente - Europa Press
MADRID 15 nov. (EUROPA PRESS) -
A ministra da Saúde, Mónica García, declarou neste sábado que o Governo iniciará uma disputa administrativa contra a Comunidade de Madri, depois que esta não apresentou seu registro de médicos objetores de consciência em matéria de aborto, depois que este requisito formal foi iniciado há um mês pelo Ministério da Saúde.
"A senhora Ayuso, no mais puro estilo 'trumpista', decidiu se declarar rebelde contra o direito das mulheres ao aborto e decidiu obstruir esse direito ao aborto de forma reacionária", comentou o ministro.
"Em uma mistura familiar de arrogância e ignorância, a Sra. Ayuso não está apenas ignorando o Tribunal Constitucional, mas está indo contra a Lei de Saúde Sexual e Reprodutiva de 2023, mas, mais grave, está indo contra os direitos das mulheres", acrescentou García no evento público 'Dois anos governando' para marcar seu segundo aniversário à frente do Ministério da Saúde.
Assim, o chefe da Saúde declarou que o ministério entrará com uma ação judicial em que "Ayuso terá que responder no tribunal por essa rebelião que ela declarou contra a lei, a democracia e as mulheres da Comunidade de Madri".
A COMUNIDADE DE MADRID SE RECUSA A CRIAR O REGISTRO
A Comunidade de Madri será a única região que não está inscrita nesse registro, depois que as Ilhas Baleares e Aragão foram as últimas a fazê-lo.
A Ministra Regional da Saúde da Comunidade de Madri, Fátima Matute, explicou ontem, sexta-feira, que o governo regional defenderá, "com a Constituição em mãos", a liberdade de objeção ao aborto diante da exigência do governo central de implementar o registro de objetores de consciência.
"Preferimos que um tribunal diga o que deve ser feito em vez de um governo sectário que não pensa em nada nem em ninguém", enfatizou o chefe do sistema de saúde de Madri.
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