Europa Press/Contacto/Maksim Konstantinov
MADRID 3 maio (EUROPA PRESS) -
As autoridades cubanas afirmaram neste sábado que qualquer ataque contra a ilha representaria inevitavelmente um risco para toda a região, em um contexto de crescente tensão entre Havana e Washington e na sequência das recentes ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de assumir o controle de Cuba.
"Uma agressão contra Cuba teria implicações diretas para a estabilidade regional. Não há qualquer justificativa para uma ação dessa natureza. Cuba não ameaça ninguém”, declarou o Ministério das Relações Exteriores do país em uma breve publicação nas redes sociais.
O Executivo cubano se pronunciou nesses termos em resposta a uma mensagem anterior na qual o presidente colombiano, Gustavo Petro, defendia que “uma agressão militar a Cuba é uma agressão militar à América Latina”.
Na mesma linha, o comunicado enfatiza a ideia do Caribe como “uma zona de paz”, garantindo que a liberdade e a harmonia do continente são sustentáveis ao longo do tempo, desde que “ninguém pretenda impor-se sobre os demais”.
Embora não haja nessas palavras nenhuma alusão direta aos Estados Unidos, essa advertência surge apenas um dia depois de Trump ter ironizado publicamente sobre a possibilidade de os Estados Unidos “assumirem o controle” de Cuba em um futuro próximo, sugerindo até mesmo uma hipotética intervenção militar após a conclusão de sua atual operação no Irã.
Anteriormente, nesta mesma sexta-feira, o inquilino da Casa Branca emitiu uma ordem executiva destinada a reforçar as sanções americanas contra o governo da ilha, bem como contra pessoas, entidades e redes financeiras ligadas ao regime ou que mantenham relações com atores já sancionados.
Washington justificou a decisão alegando que o Executivo cubano representa uma ameaça à segurança nacional dos Estados Unidos devido às suas ligações com países e organizações consideradas hostis, bem como pelo seu papel na repressão interna e na instabilidade regional. Além disso, acusou Havana de abrigar atividades de inteligência estrangeira e de manter relações com atores como o Irã ou o partido-milícia xiita libanês Hezbollah.
Por sua vez, o governo de Cuba rejeitou as novas sanções e as qualificou de medidas “coercitivas” e “ilegais”. A esse respeito, o ministro das Relações Exteriores cubano, Bruno Rodríguez, garantiu que essas ações não terão efeito dissuasivo sobre o país e que “não vão intimidá-los”.
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