Publicado 08/04/2025 11:52

O Hamas vê os ataques de Israel em Gaza como "vingança" e alerta sobre o perigo para os reféns

Imagem de arquivo de um prédio desmoronado em Khan Younis após ataques das IDF.
Abed Rahim Khatib/dpa

MADRID 8 abr. (EUROPA PRESS) -

O Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) assegurou nesta terça-feira que os ataques perpetrados por Israel contra a Faixa de Gaza após a ruptura, em 18 de março, do cessar-fogo acordado entre as partes constituem um "ato brutal de vingança" e advertiu sobre o perigo que isso representa para os reféns ainda mantidos no enclave palestino.

"O que está acontecendo em Gaza não é apenas um aumento da pressão militar", alertou ele, pedindo à comunidade internacional que "aja em conjunto para assumir sua responsabilidade de pôr um fim imediato a essa agressão".

Nesse sentido, ele enfatizou em uma declaração que "o aumento dos ataques não quebrará a vontade" do povo palestino e afirmou que, "pelo contrário, só aumentará o nível de desafio e determinação para enfrentar a agressão".

"A política de Benjamin Netanyahu de atacar crianças, mulheres e idosos não é uma estratégia para alcançar uma suposta vitória, mas uma receita que levará a um fracasso certo", diz o texto, afirmando que com esse aumento dos bombardeios "eles não conseguirão trazer os reféns para casa em segurança". "Ao contrário, colocam em risco suas vidas e os expõem à morte. A única maneira de trazê-los de volta é por meio de negociações", disse ele.

Mais cedo na terça-feira, as autoridades de saúde do país informaram que mais de 50.800 pessoas foram mortas na ofensiva israelense lançada em outubro de 2023 contra Gaza. Desde 18 de março, quando o exército israelense rompeu o cessar-fogo acordado em janeiro com o Hamas, foi confirmada a morte de 1.449 pessoas e 3.647 ficaram feridas.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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