Publicado 03/03/2025 22:24

O Hamas se recusa a "dar presentes" a Netanyahu libertando reféns sem passar para a segunda fase do acordo

O governo de Gaza: "Israel no está interessado em uma soluo real".

O primeiro ministro de Israel, Benjamin Netanyahu
Europa Press/Contacto/Michael Brochstein

MADRID, 4 mar. (EUROPA PRESS) -

O Movimento de Resistncia Islmica (Hamas) disse na segunda-feira que no dará "presentes gratuitos" ao primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, que pediu a extenso da primeira fase do acordo de cessar-fogo para libertar os reféns sem que a segunda fase, que envolve a retirada das foras israelenses do enclave palestino, seja implementada no momento.

"No daremos presentes gratuitos a Netanyahu libertando prisioneiros (reféns) sem uma cessao completa da guerra", disse Sami Abou Zuhri, um alto funcionário do grupo palestino, em declaraes relatadas pelo diário 'Philastin', ligado ao Hamas.

Ele também se referiu deciso das autoridades israelenses de proibir a entrada de ajuda humanitária na Faixa para que o Hamas aceite seus termos, denunciando essa medida como "um crime de guerra". "Netanyahu busca minar o acordo e pressionar por novas negociaes, e nós no aceitamos isso", disse ele.

"As ameaas de cerco e fome da ocupao no nos amedrontam e so inúteis, a ocupao no retomará seus (reféns) a no ser por meio de um acordo de troca, e no responderemos a presses ou ditames", acrescentou Abu Zuhri.

O Hamas, horas antes, emitiu uma declarao enfatizando que "o fechamento contínuo das passagens da Faixa de Gaza para a ajuda humanitária por parte da ocupao é um crime de punio coletiva contra civis inocentes e uma violao flagrante do direito humanitário internacional".

Por isso, a organizao pediu aos países da regio, s Naes Unidas e comunidade internacional que "tomem medidas urgentes para acabar com esse crime humanitário e trabalhem imediatamente para fornecer ajuda e romper o cerco que ameaa a vida de mais de dois milhes de palestinos".

O GOVERNO GHAZI: ISRAEL NO ESTÁ INTERESSADO EM UMA SOLUO REAL

O chefe da assessoria de imprensa do governo de Gaza, Ismail al-Thawabta, em entrevista a 'Philastin', disse que a "contínua evaso" de Israel de suas "obrigaes humanitárias confirma que o país no está interessado em nenhuma estabilidade ou soluo real, mas sim em exacerbar a situao humanitária como meio de presso política".

"Isso exige uma posio internacional firme para garantir a entrada imediata de ajuda e o fim da política de fome e punio coletiva. (Assim), reiteramos nosso apelo aos mediadores e comunidade internacional para que pressionem a ocupao a trazer ajuda imediatamente, honrar seus compromissos assinados e pr fim a esses crimes contra nosso povo", afirmou.

De fato, ele explicou que, desde a assinatura do acordo da primeira fase, Israel foi obrigado a permitir a entrada de 600 caminhes por dia, ou seja, cerca de 25.000 caminhes de ajuda, mas ele denunciou que "no cumpriu" e que, além disso, "reduziu sistematicamente o número".

"O que de fato entrou cobre apenas 20% das necessidades básicas, o que exacerbou a crise humanitária", disse ele, acrescentando que os materiais que no entraram ou entraram em quantidades "insuficientes" incluem medicamentos, combustível, materiais para abrigos e equipamentos necessários para os servios humanitários.

Enquanto isso, Hazem Qasem, porta-voz do Hamas, enfatizou que o grupo palestino concordou em se excluir do futuro da administrao do enclave, desde que "isso seja feito com consenso nacional". "No seremos um obstáculo para qualquer acordo em Gaza, desde que haja consenso nacional e que possamos chegar a uma abordagem de consenso palestino com apoio árabe", disse ele.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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