Publicado 16/04/2025 22:30

Hamas prepara uma resposta unânime das facções palestinas ao plano israelense de trégua em Gaza

Archivo - Arquivo - 20 de fevereiro de 2025, Khan Yunis, Faixa de Gaza, Território Palestino: Membros das Brigadas Al-Qassam, a ala militar do Hamas, entregam os corpos da família Bibas (três membros) e de Oded Lifshitz para as equipes da Cruz Vermelha co
Europa Press/Contacto/Omar Ashtawy Apaimages

MADRID 17 abr. (EUROPA PRESS) -

O Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) anunciou nesta quarta-feira que está preparando uma resposta unânime de todas as "facções" palestinas à última proposta de Israel para um acordo de cessar-fogo, embora tenha reiterado sua rejeição a qualquer desarmamento, que afirma estar incluído no novo texto.

"Estamos preparando uma resposta aos mediadores sobre a última proposta israelense após coordenação com as outras facções. As armas de resistência são a vida do povo palestino e não podem ser abandonadas", disse Mahmoud Mardawi, líder do grupo palestino.

Em uma nota publicada pelo diário 'Philastin', ligado ao Hamas, ele garantiu que "não negociaremos sobre armas ou sobre aqueles que as carregam em nenhum momento".

Husam Badran, membro sênior da ala política do Hamas, também falou sobre as negociações, defendendo a prontidão do movimento, já que "não pediu nenhuma concessão especial em nenhum estágio das negociações, nem em termos de sua liderança nem de seu governo em Gaza".

"A prioridade sempre foi aliviar o sofrimento do povo palestino", acrescentou, antes de lembrar que o Hamas "aceitou" a proposta anterior de trégua que incluía a troca de "cinco militares por 250 prisioneiros palestinos (...) dos 2.000 prisioneiros de Gaza detidos após" os ataques do grupo ao território israelense em 7 de outubro de 2023.

Badran defendeu o acordo do Hamas para "formar um governo de consenso nacional para governar conjuntamente a Cisjordânia e a Faixa de Gaza, sem cotas faccionais". "O movimento apoiou a formação de um comitê nacional de apoio de acordo com a proposta egípcia e, em coordenação com as facções, apresentou uma lista de 40 nomes sem incluir nenhuma figura do Hamas, refletindo sua real intenção de superar a divisão", disse ele.

Em consonância com as declarações do grupo, ele reiterou a rejeição de qualquer proposta que solicite o "desarmamento da resistência", considerando que isso "não contribui para" o fim do conflito ou para encontrar "uma solução nacional aceitável".

Ele também expressou sua rejeição ao desarmamento da "resistência palestina" Jihad Islâmica, que, em uma nota publicada pela 'Philastin', acusou o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, de "elevar o teto de suas exigências para frustrar o acordo e continuar a guerra contra Gaza".

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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