Europa Press/Contacto/Omar Ashtawy
MADRID 14 jul. (EUROPA PRESS) -
O movimento islâmico palestino Hamas acusou o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, de ser o principal obstáculo para a conclusão bem-sucedida das negociações para um cessar-fogo em Gaza, a libertação dos reféns mantidos pelo grupo e a retirada das forças israelenses do enclave palestino.
"Netanyahu é um especialista em sabotar uma rodada de negociações após a outra e não quer chegar a nenhum acordo", disse o Hamas em um comunicado divulgado na segunda-feira, em meio a um novo esforço das equipes de negociação em Doha, no Catar.
O primeiro-ministro de Israel ameaçou, na semana passada, atacar novamente a Faixa de Gaza após uma trégua de 60 dias que está sendo negociada indiretamente com o Movimento de Resistência Islâmica (Hamas), caso o grupo palestino não esteja disposto a atender às exigências das autoridades israelenses.
Netanyahu explicou que, caso a trégua entre em vigor, eles iniciarão "uma negociação para um fim permanente da guerra". "Em outras palavras, um cessar-fogo permanente. Para isso, precisamos atingir as condições mínimas estabelecidas: que o Hamas deponha suas armas, que Gaza seja desmilitarizada e que não tenha capacidade governamental ou militar. Essas são as nossas condições", insistiu ele.
Após essas declarações, o Hamas considerou que "o criminoso de guerra" Netanyahu, ao argumentar que "é impossível chegar a um acordo abrangente", "confirmou suas más intenções de obstruir qualquer acordo que leve à libertação" dos reféns e ao fim das hostilidades.
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