Europa Press/Contacto/Omar Ashtawy
Eles pedem a reativação da OLP como o "único representante legítimo" do povo palestino.
MADRID, 24 out. (EUROPA PRESS) -
O movimento islâmico palestino Hamas e várias facções da Faixa de Gaza concordaram nesta sexta-feira, no Egito, em formar uma comissão de tecnocratas independentes para governar o enclave e pediram ao governo palestino na Cisjordânia que inicie conversações para unificar posições sob a bandeira de uma Organização para a Libertação da Palestina (OLP) "reativada" como a única representante legítima dos interesses do povo de Gaza.
Em um comunicado ao final da reunião no Cairo, o Hamas, juntamente com outras facções, como a Jihad Islâmica e a Frente Popular para a Libertação da Palestina, finalmente declararam por escrito seu compromisso, como vinham anunciando há semanas, de "entregar a administração da Faixa de Gaza a um comitê palestino temporário composto por tecnocratas independentes da Faixa", de acordo com a missiva publicada pelo diário 'Philastin', que é simpático ao movimento islâmico.
Esse comitê, acrescentam, "administrará os assuntos cotidianos e os serviços básicos em cooperação com parceiros árabes e instituições internacionais, com base na transparência e na responsabilidade".
As facções de Gaza também receberam bem a formação de uma "comissão internacional" para supervisionar o financiamento da reconstrução de Gaza, "ao mesmo tempo em que afirmam a unidade do sistema político palestino e a independência da tomada de decisões nacionais".
Esse plano corresponde em forma, mas não em substância, aos desejos dos EUA e de Israel, que querem ver o Hamas desarmado e removido de qualquer posição de poder. Ainda nesta sexta-feira, o Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, também se declarou contra a participação da Autoridade Palestina, o governo palestino na Cisjordânia, que é reconhecido pela comunidade internacional. Washington e Tel Aviv também estão montando sua própria comissão internacional para supervisionar o futuro político da Faixa de Gaza.
"O estágio atual", explicam as facções, "exige uma posição nacional unificada e uma visão política nacional baseada na unidade de palavra e destino, e a rejeição de todas as formas de anexação e deslocamento na Faixa de Gaza, na Cisjordânia e em Jerusalém".
Por fim, os signatários concordaram em "continuar a trabalhar juntos para unificar visões e posições para enfrentar os desafios da causa palestina", começando pela reativação da Organização para a Libertação da Palestina (OLP), por meio de uma "reunião urgente" com o principal partido da Autoridade Palestina, o Fatah.
A OLP, segundo eles, é "o único representante legítimo do povo palestino, de uma forma que inclui todos os componentes e forças vivas de nosso povo". "O tempo é feito de sangue", acrescentam as facções. "O momento atual é decisivo e nós nos comprometemos com o povo palestino a fazer desta reunião um verdadeiro ponto de virada em direção à unidade nacional", concluíram.
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