Europa Press/Contacto/Shadati
MADRID 15 mar. (EUROPA PRESS) -
O Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) reiterou neste sábado seus parabéns e seu apoio a Mojtaba Jamenei como novo líder supremo, em substituição a seu pai, o falecido aiatolá Alí Jamenei, e manifestou sua esperança de que Teerã continue apoiando os simpatizantes do movimento e a causa palestina sob as ordens do novo líder.
"Receba nossas mais sinceras felicitações e bênçãos por sua eleição como líder supremo do Irã. Confiamos que, sob sua liderança, a República Islâmica continuará apoiando o povo palestino, sua causa e sua resistência, tal como tem feito nas últimas décadas”, diz uma carta dirigida a Mojtaba Jamenei e assinada por Mohammed Darwish, chefe do órgão consultivo do Hamas, divulgada pelo jornal palestino ‘Filastin’, afim ao grupo.
Em sua missiva, o representante do Hamas transmitiu novamente ao novo líder iraniano suas condolências pelo assassinato de seu pai, assegurando que “compartilham a dor por essa perda”, ao mesmo tempo em que aplaudiu sua nomeação como máxima autoridade do país como uma demonstração de que “as sólidas instituições da República Islâmica não podem ser minadas a partir do exterior”.
A mensagem destaca também a “força” do regime iraniano, bem como a “coesão de suas instituições”, duas características que são “fonte de força” diante dos “planos dos inimigos”, que — segundo o Hamas — não conseguirão abalar a República Islâmica nem afetar sua influência regional.
O próprio Movimento já transmitiu nesta quarta-feira suas “sinceras felicitações” ao Irã pela eleição de Mojtaba Jamenei como novo líder supremo após o assassinato de seu pai no âmbito da ofensiva lançada em 28 de fevereiro pelos Estados Unidos e Israel contra o país asiático. A essa reação se somaram, entre outros, a Jihad Islâmica e o Movimento Mujahedin Palestino, dissidente da Fatah. Mojtaba Jamenei foi nomeado no último domingo como sucessor de seu pai, assassinado em 28 de fevereiro no início da referida ofensiva por parte dos Estados Unidos e de Israel. No ataque morreram também sua esposa, Mansuré Jojasté Bagherzadé, e vários de seus familiares, entre eles sua filha e uma de suas netas. A ofensiva conjunta já deixou, até o momento, mais de 1.200 mortos no Irã, segundo dados divulgados pelas autoridades do país asiático. Entre os mortos, além do líder supremo, estão vários ministros e altos cargos do Exército iraniano, que respondeu lançando mísseis e drones contra Israel e interesses americanos em países do Oriente Médio, incluindo bases militares.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático