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MADRID 12 fev. (EUROPA PRESS) -
O Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) enviou uma delegação ao Egito, nesta quarta-feira, para tratar das divergências com Israel sobre a implementação do acordo de cessar-fogo com Israel na Faixa de Gaza, diante das alegações do grupo de não cumprimento do acordo e de um alerta sobre um possível adiamento da libertação do próximo grupo de reféns, prevista para sábado.
O grupo disse em uma breve declaração que a delegação, chefiada por Jalil al Haya, "está no Egito e iniciou reuniões com autoridades egípcias" com o objetivo de "acompanhar a implementação do acordo de cessar-fogo e a troca de prisioneiros por meio de comitês técnicos e mediadores", informou o diário 'Filastin'.
O Hamas anunciou na segunda-feira a suspensão "até segunda ordem" da libertação de um grupo de reféns sequestrados durante os ataques de 7 de outubro, no sábado, dia 2023, depois de acusar as autoridades israelenses de retardar o retorno dos deslocados do norte da Faixa de Gaza, continuar atacando civis e obstruir a entrada de ajuda.
Ele enfatizou seu "compromisso" com o acordo - alcançado com a mediação do Egito, do Catar e dos EUA - que entrou em vigor em 19 de janeiro, mas condicionou futuros gestos ao fato de Israel também fazer sua parte, o que levou as autoridades israelenses a alertar sobre as possíveis consequências do não cumprimento por parte do grupo.
A troca de 8 de fevereiro foi a quinta troca de reféns e prisioneiros entre as partes desde que o acordo, inicialmente estabelecido para seis semanas e, portanto, passível de renovação, começou a ser implementado. As negociações pendentes foram ofuscadas, em parte, pelo plano do presidente dos EUA, Donald Trump, de assumir o controle da Faixa, mesmo ao custo do deslocamento forçado de palestinos.
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