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MADRID, 19 mar. (EUROPA PRESS) -
O Movimento de Resistncia Islmica (Hamas) disse nesta quarta-feira que "no fechou a porta s negociaes" após a onda de bombardeios realizada por Israel na tera-feira contra a Faixa de Gaza, que deixou mais de 400 palestinos mortos, embora tenha reiterado que "no há necessidade de um novo acordo" e que o governo israelense deve respeitar as cláusulas do pacto assinado em janeiro.
"No fechamos a porta para as negociaes", disse Taher al-Nunu, porta-voz do Hamas, que afirmou que o grupo islmico havia aceitado as propostas apresentadas pelo enviado dos EUA para o Oriente Médio, Steve Witkoff, e pelo enviado dos EUA para as negociaes de libertao de reféns em Gaza, Adam Boehler.
Ele enfatizou que o grupo islmico está em contato com os mediadores - Qatar, Egito e Estados Unidos - para garantir que Israel "pare sua agresso", "respeite o que foi assinado" e "inicie as negociaes para a segunda fase do acordo de cessar-fogo", que inclui a retirada dos soldados israelenses da Faixa e a libertao dos reféns que ainda esto vivos.
"No há necessidade de novos acordos, pois o acordo assinado já existe", disse ele, insistindo que "o que é necessário é que a ocupao seja pressionada a continuar as negociaes e iniciar a segunda fase", conforme relatado pelo jornal palestino Filastin.
Nesse sentido, ele pediu uma ao "urgente" para interromper a ofensiva contra Gaza e fazer com que Israel permita a entrada de ajuda humanitária no enclave, ao mesmo tempo em que enfatizou que "condenaes verbais no so suficientes" e reiterou que os Estados Unidos so "cúmplices" dos últimos bombardeios, já que "eles foram premeditados".
Al Nunu afirmou que "se (o primeiro-ministro israelense Benjamin) Netanyahu estivesse falando sério, um acordo teria sido alcanado em poucas horas" e acrescentou que "as aes da ocupao no permitiro que eles consigam nada". Ele alertou que, se o exército israelense lanar uma nova incurso terrestre, o grupo "no terá outra escolha a no ser defender o povo palestino".
Ele disse que mais de 70% dos mortos nos bombardeios de tera-feira eram mulheres, crianas e idosos, bem como "um grupo de líderes do governo - referindo-se a vários membros do alto escalo do governo liderado pelo Hamas no enclave - e os responsáveis pela entrega de ajuda humanitária aos cidados de Gaza".
No início do dia, Osama Hamdan, oficial snior do Hamas, confirmou "contatos" com o Catar e o Egito para tentar fazer com que Israel interrompa seu bombardeio, que continuou na madrugada de quarta-feira. "No recebemos nenhuma proposta egípcia nas últimas horas", disse ele, antes de enfatizar que o grupo islmico havia respondido "positivamente" proposta de Witkoff, já que ela "serviu como uma ponte para o início da segunda fase do acordo".
Na tera-feira, o governo israelense ordenou que o exército "reprimisse" o Hamas depois que o grupo palestino "rejeitou todas as ofertas" dos mediadores no mbito do acordo de cessar-fogo e seus supostos preparativos para lanar ataques, embora o grupo tenha negado que estivesse planejando ataques e até mesmo tenha dito que passou a aceitar o plano apresentado por Witkoff.
A proposta dos EUA, que aceitou a posio de Israel de estender a primeira fase do cessar-fogo, previa uma extenso dessa fase por várias semanas em troca da libertao de cinco reféns, embora a postura de negociao do Hamas tenha levado Israel a cortar a ajuda humanitária a Gaza e a cortar o fornecimento de eletricidade, em meio a avisos de autoridades dos EUA sobre uma possível resposta militar.
O Hamas insistiu em manter os termos originais do acordo, que deveria ter entrado em sua segunda fase semanas atrás, incluindo a retirada dos militares israelenses de Gaza e um cessar-fogo definitivo em troca da libertao dos reféns restantes ainda vivos, mas Israel recuou e insistiu na necessidade de acabar com o grupo, recusando-se a iniciar contatos para essa segunda fase.
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