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O grupo pede aos signatários, incluindo a Espanha, que exerçam "pressão efetiva" para "romper o cerco brutal" à Faixa de Gaza.
MADRID, 23 maio (EUROPA PRESS) -
O Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) disse nesta sexta-feira que o comunicado assinado por 80 países, incluindo a Espanha, pedindo a proteção de civis em conflitos armados diante da ofensiva de Israel contra a Faixa de Gaza confirma "a ampliação do círculo internacional de rejeição ao genocídio".
"Aplaudimos o comunicado conjunto emitido por 80 países que confirma que a Faixa de Gaza está sofrendo a pior crise humanitária desde o início da agressão", disse ele, antes de pedir aos signatários que exerçam "pressão efetiva" para entregar ajuda a Gaza e "romper o cerco brutal" ao enclave, de acordo com o diário palestino Filastin.
O documento, publicado na quinta-feira, afirma que "a proteção de civis não é opcional". "É uma obrigação legal sob a lei humanitária e um imperativo moral que não podemos nos dar ao luxo de negligenciar", diz o documento, antes de conclamar os signatários a se "comprometerem a respeitar a lei humanitária".
Nesse contexto, os 80 países lembraram que, de acordo com o Escritório da ONU para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA), Gaza está enfrentando a pior crise humanitária desde o início da ofensiva israelense, lançada em resposta aos ataques de 7 de outubro de 2023, que deixaram cerca de 1.200 pessoas mortas e quase 250 sequestradas, de acordo com as autoridades israelenses.
"A população civil enfrenta a fome e está em risco crítico de morrer de fome, e centenas de trabalhadores humanitários foram mortos", enfatizaram. As autoridades de Gaza, controlada pelo Hamas, informaram na quinta-feira, em seu último balanço, mais de 53.700 mortos e cerca de 122.200 feridos desde o início da ofensiva militar contra o enclave palestino.
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