MADRID 11 jul. (EUROPA PRESS) -
O Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) denunciou nesta sexta-feira que as sanções impostas pelos Estados Unidos contra a relatora especial das Nações Unidas para os Territórios Palestinos Ocupados, Francesca Albanese, são um sinal da "parcialidade flagrante" de Washington a favor dos "crimes de guerra israelenses" na Faixa de Gaza.
O grupo disse que a ação de Washington também representa "seu desprezo pelas instituições internacionais e seus representantes" e acrescentou que ela "enfraquece os pilares do direito internacional e humanitário e incentiva os líderes da ocupação, que são criminosos de guerra, a continuarem seus crimes".
"O governo dos EUA deve rever essas políticas, que o tornam um parceiro 'de fato' na campanha para assassinar crianças e mulheres e destruir a vida civil em Gaza", disse o Hamas, pedindo a Washington que "acabe com seu encobrimento criminoso do massacre que vem ocorrendo há 21 meses", segundo o jornal palestino Filastin.
Os EUA anunciaram sanções contra Albanese na quarta-feira, depois de acusá-la de empreender uma "campanha de guerra política e econômica" contra os EUA e Israel que "não será mais tolerada". O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, acusou a relatora da ONU de "esforços ilegítimos e vergonhosos para pressionar por ações do TPI contra autoridades, empresas e executivos dos EUA e de Israel".
A ofensiva contra Gaza, lançada em resposta aos ataques de 7 de outubro de 2023 - que deixaram cerca de 1.200 pessoas mortas e quase 250 sequestradas, de acordo com o governo israelense - deixou até agora cerca de 57.800 palestinos mortos, de acordo com as autoridades controladas pelo Hamas no enclave, embora se tema que o número seja maior.
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