Europa Press/Contacto/Omar Ashtawy
MADRID 7 ago. (EUROPA PRESS) -
O Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) considerou que as declarações feitas pelo primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, revelam as razões de sua "retirada" das negociações para um cessar-fogo na Faixa de Gaza, onde a ofensiva israelense deixou mais de 61.200 palestinos mortos desde 7 de outubro de 2023.
Horas antes, durante uma entrevista ao canal de televisão americano Fox News, ele havia declarado sua intenção de assumir o controle do enclave palestino "por segurança" e, posteriormente, entregar sua administração a um governo de transição liderado por forças árabes, negando rumores de uma anexação total da Faixa.
"As declarações de Netanyahu representam uma clara inversão de rumo nas negociações e revelam claramente os verdadeiros motivos de sua retirada da rodada final, apesar de estarmos próximos de um acordo final", diz uma declaração divulgada pelo diário pró-grupo 'Philastin'.
O Hamas, que lembrou que o Tribunal Penal Internacional (TPI) emitiu um mandado de prisão para Netanyahu por supostos crimes de guerra e crimes contra a humanidade, disse que o primeiro-ministro israelense "planeja continuar sua política de genocídio e deslocamento, cometendo mais crimes contra o povo palestino".
Ele conclamou os países árabes e islâmicos e a comunidade internacional a condenarem e rejeitarem "essas declarações perigosas" e a tomarem medidas urgentes para interromper a agressão e acabar com a ocupação, capacitar o povo (palestino) a exercer seu direito à autodeterminação e responsabilizar os líderes israelenses.
Nas últimas horas, cresceu a tensão dentro da liderança militar sobre a possibilidade de Netanyahu anunciar, durante uma reunião do gabinete a ser realizada nesta quinta-feira, um possível plano para ocupar totalmente Gaza, uma medida rejeitada pelo chefe do exército, Eyal Zamir, dada a situação dos reféns ainda mantidos no enclave.
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