Publicado 12/06/2026 05:46

O Hamas destaca o clima "construtivo" nas conversas entre as facções palestinas no Egito

Fala-se de uma "posição nacional unificada" em relação a um "roteiro" para a segunda fase do plano de Trump em Gaza

Archivo - Arquivo - Membros das Brigadas Ezeldín al-Qasam, braço armado do Hamas, na Faixa de Gaza
Mohammed Salem/APA Images via ZU / DPA - Arquivo

MADRID, 12 jun. (EUROPA PRESS) -

O Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) destacou o clima “construtivo” nos encontros entre facções palestinas que estão ocorrendo no Egito e apontou para uma “posição nacional unificada” em vista da possível aplicação da segunda fase do plano dos Estados Unidos para a Faixa de Gaza, após o acordo de outubro de 2025 para colocar em prática o pacto e pôr fim ao conflito.

Hosam Badran, membro do braço político do grupo islâmico, destacou que “as reuniões entre as facções palestinas no Cairo estão ocorrendo de forma positiva e construtiva”. “Há um consenso sobre uma posição nacional unificada em relação a um ‘roteiro’ apresentado para aplicar a segunda fase do plano do presidente (americano, Donald) Trump”, destacou.

Além disso, ele revelou que o Hamas “continua suas reuniões” com os mediadores do acordo de outubro com “um espírito positivo e responsável” e com o objetivo de “fazer com que esta rodada de contatos seja um sucesso” para “proteger a população e impedir os objetivos e planos da ocupação”, em referência a Israel, conforme noticiado pelo jornal palestino 'Filastin'.

"Esta rodada de negociações alcançou avanços reais sobre os quais se pode construir, e pedimos que a ocupação seja obrigada a cessar as violações e os crimes em Gaza, e cumpra integralmente suas obrigações", concluiu Badran, no âmbito de uma série de contatos que teve início em 5 de junho para tentar alcançar avanços na aplicação do acordo de cessar-fogo.

O Hamas ressaltou em várias ocasiões que a transição para a segunda fase do acordo de cessar-fogo depende da capacidade dos mediadores e garantes de fazer com que Israel ponha fim aos seus ataques e aplique integralmente o cessar-fogo. As discussões no Cairo abordam também a questão do possível desarmamento do grupo palestino, que se recusa a dar esse passo se não houver um fim à ocupação de Gaza.

As autoridades da Faixa de Gaza, controladas pelo Hamas, denunciaram mais de 980 mortos por ataques do Exército de Israel contra o enclave desde a entrada em vigor do cessar-fogo. Além disso, estimaram em cerca de 73.000 o número de mortos e 173.200 de feridos devido à ofensiva de Israel, desencadeada após os ataques de 7 de outubro de 2023 —que deixaram cerca de 1.200 mortos e cerca de 250 sequestrados, segundo o balanço oficial—.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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