Europa Press/Contacto/Omar Ashtawy
MADRID 26 jan. (EUROPA PRESS) - O Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) denunciou nesta segunda-feira que o Exército israelense intensificou seus bombardeios e incursões na Faixa de Gaza, apesar do cessar-fogo em vigor desde 10 de outubro e do processo de paz promovido pelos Estados Unidos para o futuro do enclave palestino.
“A ocupação continua a guerra e o cerco, apesar das reuniões e conversações sobre a paz, sua junta, as mediações e reuniões. Não cessou o derramamento de sangue do nosso povo em Gaza nem a destruição do que resta em uma operação de limpeza étnica à vista de todo o mundo”, indicou o porta-voz do Hamas, Hazem Qasem, em um comunicado.
Nesse sentido, ele detalhou que o exército israelense continua violando o acordo de cessar-fogo em Gaza, “deixando centenas de mártires e milhares de feridos como resultado dos bombardeios aéreos e de artilharia, operações de demolição e tiros”.
Os ataques ocorrem, além disso, segundo Qasem, em meio à onda de frio extremo que assola o enclave palestino — que deixou dezenas de mortos —, bem como às restrições por parte de Israel à entrada de equipamentos de aquecimento, suprimentos alimentares e equipamentos médicos.
O Hamas acusou Israel de violar o cessar-fogo em dezenas de ocasiões por seus bombardeios e ataques contra palestinos, apesar do acordo, embora as autoridades israelenses argumentem que agem contra “terroristas” que representam “ameaças” para suas tropas, destacadas na Linha Amarela, que cobre 53% do território do enclave palestino.
O grupo palestino condenou recentemente a inclusão do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, no Conselho de Paz para a Faixa de Gaza, o órgão superior de governo da iniciativa de paz liderada pelos Estados Unidos e que será composto por mais de 50 chefes de Estado de todo o mundo.
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