Europa Press/Contacto/Nir Alon
A prisão coincide com o início do Ramadã e enquanto Israel restringe o acesso ao templo a centenas de fiéis palestinos MADRID 17 fev. (EUROPA PRESS) -
O Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) denunciou a detenção, nesta segunda-feira, de um imã da mesquita Al Aqsa de Jerusalém, terceiro local sagrado do Islã, pelas forças de segurança de Israel, horas antes do início da festividade muçulmana do Ramadã.
O grupo também expressou sua condenação pela prisão do xeque Mohamed Ali al Abbasi, “por parte das autoridades terroristas de ocupação, bem como (pela) emissão de uma ordem de deportação contra ele”, em um comunicado no qual considerou a medida como “uma flagrante interferência nos assuntos de Al Aqsa e um ataque inaceitável contra seus imãs”.
“As crescentes violações do governo fascista de ocupação contra a santidade da mesquita de Al Aqsa, a imposição de restrições à entrada de fiéis, a obstrução dos planos logísticos para o Ramadã e a intensificação das incursões dos colonos são intervenções perigosas que se inscrevem em suas tentativas implacáveis de controlar e judaizar a mesquita, restringindo a liberdade de culto nela", denunciou na mesma nota, divulgada no jornal 'Filastín', ligado à milícia palestina.
O Hamas defendeu “a invalidade de todas as decisões tomadas” pelo Executivo israelense em “nossa terra palestina, em particular em Jerusalém e na abençoada mesquita de Al Aqsa”. Além disso, aproveitou para apelar aos palestinos da Cisjordânia, incluindo Jerusalém Oriental, para que “mantenham uma presença constante em Al Aqsa, se desloquem até lá, a revitalizem e se erijam como baluarte contra os planos para alterar a sua identidade”.
Por outro lado, pediu à Liga Árabe, à Organização para a Cooperação Islâmica e aos países árabes-islâmicos que tomem “medidas urgentes por todos os canais” para proteger o referido templo do “perigo de judaização” que representa o governo de Benjamin Netanyahu, bem como “medidas práticas” para pressionar este último a cessar seus ataques.
O imã teria sido preso por agentes de segurança de Israel na noite de segunda-feira, segundo fontes locais citadas pela agência de notícias palestina WAFA. Durante o dia, o Governo de Jerusalém denunciou ainda que as autoridades israelenses proibiram, desde janeiro, mais de 250 fiéis palestinos de acessar o templo, em um comunicado divulgado pela agência citada, coincidindo também com o início da festividade do Ramadã, embora, segundo o órgão, os planos de Israel neste mês sagrado para os muçulmanos incluam limitar a entrada na esplanada das mesquitas de Jerusalém a um máximo de 10.000 fiéis.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático