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Netanyahu fala de "dias críticos" e não descarta a possibilidade de o Hamas libertar o israelense-americano Edan Alexander como um gesto para Trump
MADRID, 11 maio (EUROPA PRESS) -
A direção do movimento islamita palestino Hamas confirmou no domingo negociações "diretas e avançadas" com os Estados Unidos com o objetivo de retomar o cessar-fogo na Faixa de Gaza.
Em declarações à Al Jazeera, um membro da liderança do Hamas confirmou que essas conversas "estão em andamento há dias e tratam da entrada de ajuda e de um cessar-fogo" no enclave palestino, interrompido desde março, quando Israel retomou os bombardeios e começou a se preparar para a próxima expansão de sua operação na Faixa.
Ao mesmo tempo, fontes do site americano Axios informaram que o enviado da Casa Branca para o Oriente Médio, Steve Witkoff, está mantendo conversações regionais com Israel, Qatar e Egito sobre um acordo para libertar reféns e "expandir os esforços para diminuir a escalada do conflito", sem mais detalhes.
De acordo com a emissora pública israelense, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, realizará uma reunião hoje à noite, com a presença de vários ministros e oficiais de segurança sênior, para discutir um acordo de troca de prisioneiros ou o retorno dos combates em Gaza.
O primeiro-ministro, em uma aparição anterior, falou de "dias críticos" para a guerra de Gaza e especulou que o Hamas poderia libertar o militar israelense-americano Edan Alexander "como um gesto" para o presidente dos EUA, Donald Trump, que visitará a região na próxima semana, informa o portal de notícias israelense Walla.
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