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MADRID 29 maio (EUROPA PRESS) -
O Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) condenou nesta sexta-feira o “silêncio” do Conselho de Paz para a Faixa de Gaza e de seu diretor executivo, o diplomata búlgaro Nicolai Mladenov, depois que o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, anunciou na véspera que havia ordenado ao Exército que ocupasse 70% do enclave palestino.
“Condenamos o silêncio do Conselho de Paz e de seu diretor executivo, Nicolai Mladenov, diante das declarações de Netanyahu sobre sua intenção de controlar 70% do território de Gaza”, afirmou seu porta-voz, Hazem Qasem, em nota divulgada pelo jornal 'Filastin', na qual denunciou que as declarações do líder israelense “constituem uma violação do plano de cessar-fogo e do acordo” formulado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e assinado em outubro de 2025.
Qasem alertou que “ignorar essas declarações e não condenar as políticas de ocupação e os planos de deslocamento levantam dúvidas sobre o compromisso das partes patrocinadoras com o cumprimento de suas promessas” e exigiu que os países participantes do Conselho de Paz, um total de 28, “manifestem uma posição clara em relação às declarações de Netanyahu e tomem medidas para pôr fim às políticas agressivas de ocupação”.
Essas declarações foram feitas depois que o chefe do Executivo israelense afirmou que as forças israelenses já controlam “totalmente 60% do território da Faixa de Gaza e (sua) ordem é chegar a 70%”, ultrapassando a chamada ‘linha amarela’ para a qual as tropas se retiraram no âmbito do referido acordo e que abrange mais da metade do enclave.
O Ministério da Saúde de Gaza informou nesta quinta-feira que, desde a entrada em vigor do cessar-fogo, foram confirmados 922 mortos e 2.786 feridos, enquanto 781 corpos foram recuperados das áreas das quais as forças israelenses se retiraram.
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