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MADRID 22 jun. (EUROPA PRESS) -
O Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) condenou na noite de ontem o bombardeio dos Estados Unidos contra as instalações nucleares iranianas e o denunciou como "servindo cegamente à agenda da ocupação sionista".
"É uma violação flagrante do direito internacional" e "uma ameaça direta à paz e à segurança internacionais". "É um exemplo flagrante da política de imposição da hegemonia por meio da lógica da força (...) da lei da selva", denunciou ele em uma declaração publicada pelo jornal palestino 'Philastin', que é simpático ao grupo islâmico.
Ele também adverte sobre as "graves repercussões" desse ataque e expressa sua "solidariedade com o Irã, seus líderes e seu povo" e sua confiança "na capacidade de defender sua soberania e os interesses de seu povo". Esse ataque "não enfraquecerá a vontade do povo iraniano e de sua liderança diante das forças da arrogância global", observou.
O primeiro ataque israelense e depois dos EUA ao Irã faz parte de uma escalada que começou em 7 de outubro de 2023, quando o Hamas e outras milícias palestinas atacaram o território israelense a partir da Faixa de Gaza em uma operação que matou cerca de 1.200 pessoas.
A retaliação militar israelense custou mais de 55.000 vidas e causou uma grave crise humanitária no enclave palestino. O Hezbollah, partido miliciano libanês, e os Houthis do Iêmen, alinhados ao Irã, também foram atacados por Israel.
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