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MADRID, 18 mar. (EUROPA PRESS) -
O Movimento de Resistncia Islmica (Hamas) qualificou nesta tera-feira de "infundadas" as acusaes de Israel de que estaria preparando ataques contra Israel e ressaltou que "so um pretexto frágil" para retomar o bombardeio Faixa de Gaza, que até agora deixou mais de 325 palestinos mortos.
"As acusaes da ocupao sobre os preparativos da resistncia para lanar um ataque contra suas foras so infundadas e um pretexto frágil para justificar seu retorno guerra e a escalada de sua agresso sangrenta", disse o grupo islmico palestino.
Ele disse que Israel "está tentando enganar a opinio pública e criar justificativas falsas para encobrir sua deciso de retomar o genocídio contra civis inocentes, ignorando os compromissos assumidos" no cessar-fogo, em vigor desde 19 de janeiro.
"A ocupao israelense violou o acordo de cessar-fogo, esquivando-se de suas obrigaes e cometendo massacres contra nosso povo em Gaza em meio a um vergonhoso silncio internacional", disse ele, antes de enfatizar que o grupo "o respeitou até o último momento e procurou mant-lo".
Nesse sentido, o grupo islmico argumentou que o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, "está procurando uma saída para suas crises internas e prefere reativar uma guerra s custas do sangue dos palestinos", conforme relatado pelo diário palestino 'Filastin'.
O governo israelense garantiu que ordenou que o exército tomasse "medidas fortes" contra o Hamas, depois que o grupo palestino "rejeitou todas as ofertas" dos mediadores no mbito do acordo de cessar-fogo e seus supostos preparativos para lanar ataques, diante das exigncias de Israel para estender a primeira fase do pacto, algo rejeitado pelo grupo islmico, que exigiu a implementao do documento em sua forma original e o início da segunda fase das negociaes.
O Hamas tem insistido em manter os termos originais do acordo, que deveria ter entrado em sua segunda fase semanas atrás, incluindo a retirada dos militares israelenses de Gaza e um cessar-fogo definitivo em troca da libertao dos reféns restantes ainda vivos, embora Israel tenha recuado e insistido na necessidade de acabar com o grupo, recusando-se a iniciar contatos para essa segunda fase.
A posio de Israel, aceita pelos EUA - um dos mediadores -, levou Washington a apresentar uma proposta para estender a primeira fase por várias semanas em troca da libertao de cinco reféns, embora a postura de negociao do Hamas tenha levado Israel a cortar a ajuda humanitária a Gaza e a cortar o fornecimento de eletricidade, em meio a avisos das autoridades americanas sobre uma possível resposta militar.
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