Abed Rahim Khatib/dpa - Arquivo
MADRID, 8 jun. (EUROPA PRESS) -
O Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) aplaudiu nesta segunda-feira os ataques lançados nas últimas horas pelo Irã e pelos houthis do Iêmen contra Israel por seus “crimes” contra os palestinos na Faixa de Gaza e na Cisjordânia, bem como contra a população do Líbano.
“Valorizamos enormemente a resposta iraniana e iemenita à entidade sionista por seus crimes contra o Líbano e seu nobre povo”, afirmou o grupo, que destacou que “diante dos crimes da ocupação sionista e de sua contínua agressão contra o povo em Gaza, Cisjordânia e Jerusalém, bem como contra o irmão povo libanês, deter essa agressão sionista e seus crimes persistentes tornou-se uma prioridade urgente".
“Isso requer a solidariedade de diversas partes da região e do mundo, pois é evidente que a entidade sionista e seu comportamento agressivo e indiscriminado são a causa de todas as tensões na região e de suas graves repercussões no âmbito internacional”, afirmou, conforme relatado pelo jornal palestino 'Filastin'.
Assim, explicou que Israel “demonstrou, com sua contínua agressão contra Gaza, o Líbano e o Irã, bem como por sua traição e desrespeito aos compromissos e acordos assinados”, que “não respeita as normas nem se atém aos entendimentos”, razão pela qual explicou que "suas políticas agressivas representam uma ameaça constante" para o Oriente Médio.
"A agressão sionista contra Gaza, o Líbano e o Irã não se dirige apenas contra essas partes, mas constitui um ataque contra toda a nação e suas capacidades", argumentou o grupo islâmico palestino, que clamou por “unidade” para “dissuadir a ocupação e conter sua crescente agressão”.
Nessa linha, Basem Naim, um alto dirigente do braço político do Hamas, destacou que o ataque do Irã em resposta aos bombardeios israelenses contra a capital do Líbano, Beirute, “reflete as grandes mudanças nas equações do conflito e o estabelecimento de novas normas de atuação”.
“O inimigo já não é o iniciador nem aquele que detém a vantagem, capaz de manipular e sair impune sob a proteção dos Estados Unidos”, argumentou Naim. “O futuro será mais promissor para a região e para a nação (palestina) se soubermos administrar bem este momento”, concluiu.
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