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MADRID, 1 jun. (EUROPA PRESS) -
O Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) aplaudiu nesta segunda-feira a inclusão de Israel em uma lista da ONU sobre atores responsáveis por violência sexual em zonas de conflito, uma medida imediatamente condenada pelo governo israelense, que anunciou que “romperia todos os laços” com o gabinete do secretário-geral da ONU, António Guterres.
"O Hamas aplaude a inclusão da entidade de ocupação sionista na lista negra da ONU de responsáveis por violência sexual em zonas de conflito, com base em provas documentadas e testemunhos obtidos pelos mecanismos pertinentes da ONU", indicou o grupo islâmico palestino.
Assim, destacou que “essa medida constitui uma nova documentação dos crimes organizados e atrozes cometidos pelo Exército de ocupação contra nosso povo palestino”, bem como “um marco importante no tão esperado caminho para que os líderes da ocupação, criminosos de guerra, prestem contas perante a justiça”.
O Hamas sublinhou que esta medida “não deve limitar-se a um registro ou a uma descrição da ONU, mas deve ser seguida por medidas práticas e dissuasivas para deter as violações por parte do governo do criminoso de guerra Netanyahu — em referência ao primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu —”, conforme noticiado pelo jornal palestino ‘Filastin’.
Nesse sentido, defendeu “uma transição imediata da condenação para a prestação de contas, por meio da concessão de proteção internacional ao povo palestino e dos julgamentos contra os responsáveis por esses crimes perante tribunais internacionais”.
O grupo exigiu ainda que as organizações internacionais “intensifiquem seus esforços para documentar os crimes e violações cometidos pela ocupação contra o povo palestino” e “trabalhem para processar seus líderes e soldados”, além de “expor essas práticas criminosas à opinião pública global” para “pôr fim à impunidade que tem incitado a ocupação a continuar seus crimes”.
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